Preso em ato não portava coquetel molotov, diz PM

Um dos policiais militares que prenderam o estudante Bruno Ferreira Teles durante um protesto promovido na segunda-feira nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, em Laranjeiras, na zona sul da capital, afirmou à Polícia Civil que não havia nenhum coquetel molotov com o estudante no momento em que ele foi preso.

Fábio Grellet / Rio, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2013 | 02h02

O depoimento do policial, constante de inquérito divulgado ontem pelo Jornal Nacional, contraria informação divulgada pelas Polícias Civil e Militar após a prisão de Teles. Segundo essas instituições, pelo menos 11 coquetéis molotov haviam sido apreendidos com o estudante.

No depoimento à Polícia Civil, esse PM afirma que um homem não identificado atirou o primeiro coquetel molotov contra os policiais e, em seguida, outra bomba foi acesa e entregue a Teles, que teria lançado o artefato contra os policiais. O estudante foi perseguido e detido após cair no chão. Levado à 9.ª DP (Catete), foi preso por portar artefato explosivo e por desacato.

Um advogado que defende o estudante pediu o relaxamento da prisão, durante o plantão judiciário, mas o juiz negou, argumentando que, segundo o relato dos policiais, Bruno teria cometido os crimes de resistência e lesão corporal.

O estudante só conseguiu deixar a prisão na manhã de terça-feira, depois que os advogados dele conseguiram um habeas corpus, concedido pelo desembargador Paulo de Oliveira Baldez. Na decisão, o desembargador afirma que nenhum artefato explosivo foi apreendido com Bruno e a prisão em flagrante não tinha fundamento idôneo e concreto.

Procuradas ontem à noite, as Polícias Militar e Civil do Rio não se manifestaram.

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