Preso acusado de matar a ex-namorada em academia em SP

Marcelo Travitzky Barbosa foi encontrado no centro; ele já foi indiciado e deve ter prisão preventiva decretada

Elvis Pereira, estadao.com.br

08 Janeiro 2009 | 18h41

A polícia prendeu nesta quinta-feira, 8, no centro de São Paulo, o acusado de matar a tiros sua ex-namorada em uma academia na Lapa, na zona oeste. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A Justiça já decretou sua prisão preventiva.   Veja também: Garota é morta a tiros pelo ex-namorado em academia de SP   Marina Sanches Garnero, de 23 anos, foi baleada quatro vezes, na recepção do estabelecimento, na noite de quarta, 7. No momento do crime, ela estava sozinha na recepção da academia Oxigênio, na esquina das ruas Crasso e Guaicurus. A jovem chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do Pronto-Socorro do Hospital Sorocabana. O suspeito, Marcelo Travitzky Barbosa, de 29 anos, já foi indiciado pelo 7.º Distrito Policial, da Lapa.   Segundo colegas de Marina, o crime teria sido passional, já que Barbosa não aceitava o término do relacionamento. Segundo a dona da academia, Maeby Guimarães, o ex-namorado já ameaçava a recepcionista há algum tempo. Segundo ela, Marina havia procurado a polícia para informar as ameaças do ex-namorado e tentava conseguir na Justiça uma autorização para que ele fosse obrigado a manter-se longe.   O promotor de justiça Roberto Tardelli esteve no local para prestar solidariedade e acompanhar o trabalho da polícia. Frequentador da academia desde que ela entrou em funcionamento, há 5 anos, Tardelli afirmou conhecer os donos e os funcionários do estabelecimento. Conforme ele, Marina havia registrado cerca de quatro queixas de ameaça anteriores contra o ex-namorado.   Academia onde ovem trabalhava e foi assassinada, na zona oeste de São Paulo. Foto: José Patrício/AE   Tardelli classificou o assassinato como um "crime sórdido". "Foi vingança, ele pegou a moça sem que ela pudesse se defender". Na opinião do promotor, Barbosa planejou o crime. "Foi premeditado. Não há dúvida disso. Ele esperou a academia esvaziar e aguardou que ela estivesse sozinha na recepção", justificou. "Alguém com um ímpeto de ódio não iria esperar. Ele agiu como um predador", avaliou.   (Com Daniela do Canto e Paulo Maciel)

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