Preso 3º acusado de matar copeiro em roubo à casa de Mansur

Duas pessoas já estavam presas sob a acusação de participar da morte do copeiro durante roubo, no sábado

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br,

11 de dezembro de 2007 | 13h22

A Polícia Militar prendeu, na manhã desta terça-feira, 11, o terceiro acusado do roubo à casa do empresário Ricardo Mansur, que terminou com a morte do copeiro Elson Alves Nunes, de 46 anos. Valdevino Montes, de 42 anos, foi detido em Lauzane Paulista, na zona norte de São Paulo, segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP). Já estavam presos Valdeci Montes, de 49, caseiro do empresário, e Valmir Montes, de 32 anos, que confessou ter participado do crime. No domingo, 9, Valmir confessou ter participado do assassinato do copeiro. Ele estava em liberdade condicional, depois de cumprir 7 anos de uma condenação a 15 anos por estupro. Caseiro da mansão, Valmir faltou ao serviço na noite de sábado. Um equipe de policiais foi à casa de Valdeci enquanto outra verificava os hospitais da região, em busca dos ladrões feridos. Enquanto conversavam com o caseiro, os policiais descobriram que seus dois irmãos haviam sido tratados de ferimentos causados por arma branca no Hospital do Mandaqui. Souberam ainda que a mulher de um deles era dona de um Gol vermelho. Foi quando resolveram interrogar Valdeci, que, segundo o delegado, confessou a participação no crime. Crime O copeiro foi morto na madrugada de sábado porque tentou impedir o roubo à mansão, primeiramente atacando os bandidos e, depois, tentando pular o muro, para tocar a cerca eletrificada e disparar o alarme. Segundo o delegado José Vinciprova Sobrinho, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o caseiro, que estava de folga, abriu a porta da casa para os irmãos. Valdeci sabia que o patrão, para quem trabalhava havia quatro anos, não estava em casa - Mansur havia viajado na quinta-feira para o interior do Estado. O caseiro aguardaria na frente da casa, na Avenida Morumbi, até que os irmãos dominassem o copeiro e o porteiro da casa. Só então ele entraria para apontar onde estavam as coisas de valor que seriam roubadas. Os irmãos estavam desarmados. Vestiam meias de nylon na cabeça e só levavam uma corda para amarrar os funcionários da casa, pois não esperavam reação. Mas, quando entraram no quarto de Nunes, ele apanhou uma tesoura e atacou os ladrões. Na luta, uma cama foi quebrada. Os bandidos apanharam pedaços de pau e bateram na vítima, até que desmaiasse. Embaixo da cama, os assaltantes acharam uma espingarda. Com a arma, dominaram o porteiro, que foi amarrado e deixado no banheiro. Quando voltaram para apanhar o copeiro, acharam apenas um rastro de sangue que ia até uma escada ao lado do muro da casa. Ali, os bandidos viram Nunes se aproximando da cerca eletrificada. Se a tocasse, o alarme dispararia. Foi quando atiraram. Acertaram-lhe a perna. Nunes caiu da escada e morreu, por traumatismo craniano.  Em menos de 24 horas, duas pistas levaram os investigadores do DHPP aos autores do delito. A primeira foram o sangue na casa e a destruição no quarto, indicação de que os ladrões poderiam estar feridos. A segunda, o Toyota e a Blazer levados pelos assaltantes. Os carros foram encontrados na Casa Verde, na zona norte, ainda no sábado. Uma testemunha disse que os bandidos, depois de abandonarem o veículo, entraram em um Gol vermelho. (Com informações de Marcelo Godoy, de O Estado de S. Paulo.)

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.