Presídios são monitorados para evitar ação do crime organizado

Serviços de segurança na região Oeste do Estado, onde estão lideranças do Primeiro Comando da Capital, estão em alerta

Chico Siqueira, Especial para o Estado

10 de junho de 2014 | 19h47

PRESIDENTE VENCESLAU - Os serviços de inteligência das Polícias Civil e Militar, do Ministério Público Estadual e da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) estão monitorando os presídios, suspeitos e líderes do crime organizado para evitar surpresas durante a Copa. A Polícia Militar informou que, “até o momento”, não há informações consistentes sobre possíveis ações do Primeiro Comando da Capital (PCC) para a Copa do Mundo.

Um monitoramento é feito desde março, quando Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, principal líder do PCC, foi internado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) - isolamento dentro do sistema penitenciário.

“Na época, se comentou que o PCC poderia fazer ações durante a Copa. Mas, com a liberação de Marcola, não houve mais comentários a respeito. É possível que essa possibilidade tenha deixado de existir”, disse uma autoridade do setor de inteligência do Ministério Público. O monitoramento é feito dentro e fora das cadeias por meio de informantes, agentes infiltrados, interceptações telefônicas e abordagens a suspeitos.

Alerta. Apesar disso, no Oeste Paulista, onde está instalada a Penitenciária 2 (P-2) de Presidente Venceslau, que abriga as principais lideranças do PCC, os serviços de segurança estão em alerta. “Aparentemente, está tudo calmo, dentro e fora dos presídios, mas o alerta deve ser mantido para evitarmos qualquer surpresa”, disse uma autoridade do sistema prisional.

A mesma fonte comentou que dificilmente os detentos farão protestos dentro das cadeias. “Eles não querem ficar mais tempo presos por causa de rebeliões, como aconteceu com o quebra-quebra de 2006, cujos organizadores foram todos condenados a dois, três ou quatro anos a mais de prisão. Quem está preso quer sair logo, não quer continuar preso por mais tempo”, explicou. 

A Polícia Militar informou que está preparada para atuar em caso de necessidade, incluindo seus serviços de inteligência. 

“Como não temos informações consistentes sobre essa possibilidade (de o crime organizado promover manifestações e ataques durante a Copa), não podemos tecer comentários a respeito”, disse a capitã Fabiana Cristina Pane, porta-voz da Polícia Militar.

Treinamento. A Polícia Militar, no entanto, está treinando a corporação nas regiões Oeste e Alta Noroeste, onde está concentrada a maioria dos presídios controlados pelo PCC. Nessas regiões, os Comandos de Policiamento do Interior (CPIs) realizaram cursos de Controle de Distúrbios Civis (CDCs). O último foi feito anteontem, em Araçatuba.

O objetivo é preparar os homens da Força Tática para intervir em caso de conflito.

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