Werther Santana/AE-28/7/2010
Werther Santana/AE-28/7/2010

Presídio tem 215 detentos, grande parte por homicídio

O Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital, conta atualmente com 215 policiais militares que foram detidos por terem cometido crimes comuns ou algum delito no exercício da profissão.

, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2011 | 00h00

Segundo a PM, são 187 policiais que foram presos por terem cometido delitos comuns. De forma geral, 92 policiais foram detidos por terem praticado algum homicídio. A origem do presídio remonta a 1927, quando era localizado em Presidente Venceslau, no interior do Estado. Desde 1949, ele ocupa um terreno no bairro do Barro Branco.

Nos anos 1970, o presídio foi usado para abrigar presos políticos. O ex-deputado federal José Genoino e o antigo dirigente do PCB e ex-deputado federal Marco Antônio Tavares Coelho (como o PCB era ilegal, Coelho se elegeu pelo PST) passaram por lá até a Lei de Anistia, em 1979.

Depois da saída dos presos políticos, o Romão Gomes voltou a despertar polêmica no fim dos anos 1980 e começo dos anos 1990 por causa das fugas do capitão Benedito de Oliveira - condenado a 48 anos de prisão por assassinato - e do então soldado Florisvaldo de Oliveira, o Cabo Bruno. Acusado de atuar como pistoleiro na zona sul de São Paulo, Bruno fugiu três vezes do presídio. Foi recapturado pela última vez em 1991, quando o comandante da PM, coronel Eduardo Assumpção, determinou a transferência de Bruno para um presídio comum - a Casa de Custódia de Taubaté, na época o único de segurança máxima no Estado. / MARCELO GODOY E W.C.

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