Presidente Prudente registra 8% de umidade relativa do ar

Situação é de caos, diz gerente de posto de saúde; problemas de saúde se agravaram, aumentando em 100% o atendimento numa unidade 24 horas

Sandro Villar, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2010 | 18h46

PRESIDENTE PRUDENTE - A cidade de Presidente Prudente, no extremo oeste paulista, registrou nesta quinta-feira, 26, apenas 8% de umidade relativa do ar, um dos índices mais baixos do Estado de São Paulo até agora. Os problemas de saúde se agravaram, aumentando em 100% o atendimento numa unidade 24 horas. De manhã a taxa de umidade relativa do ar era de 27% e, no fim da tarde, baixou para 8%, segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A situação do ar pode melhorar até o fim da semana. "Uma frente fria é esperada e há previsão de chuva", diz Tadeu Tommaselli, professor de Climatologia da Unesp.

 

No maior posto de saúde municipal o atendimento de pacientes, principalmente com doenças respiratórias, cresceu 100%. "Nós atendíamos uma média de 220 pessoas por dia e, desde sexta-feira, passamos a atender em torno de 450", contabiliza Marta Pereira, gerente do posto de saúde, esclarecendo que, do total de 450, cerca de 150 são crianças. Ela afirmou que hoje foi "um dia caótico", e previu uma piora no quadro se não chover nos próximos dias. Além da secura, a gerente apontou outro problema: a falta de pediatras. "Há só um pediatra por período, a prefeitura fez dois concursos, mas nenhum interessado se inscreveu", completou, lembrando que o clima seco pode ter ajudado a matar um homem que sofria de enfisema pulmonar.

 

Apesar da gravidade da situação, a prefeitura não pensa em decretar estado de alerta, mas orienta a população sobre os cuidados que devem ser tomados, como colocar bacia d'água no quarto.

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