André Bueno/CMSP/Divulgação
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Presidente do TRE-SP mantém no cargo vereador acusado de receber doação de laranja

Segundo Ministério Público Eleitoral, Camilo Cristófaro (PSB) recebeu R$ 6 mil em doação de uma mulher em vulnerabilidade social, que não tinha condições de doar esse valor

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2019 | 15h02

SÃO PAULO - O vereador paulistano Camilo Cristófaro (PSB) conseguiu, por meio de um recurso especial no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), uma decisão que o manterá no cargo ao menos até nova análise do processo pelo presidente do tribunal, desembargador Cauduro Padin, o que não tem data para acontecer. Ele deveria deixar a Câmara Municipal nesta terça-feira, 19. Segundo o Ministério Público Eleitoral, Camilo recebeu R$ 6 mil de doações de uma mulher em vulnerabilidade social, sem condições de doar tal quantia. 

O TRE já havia confirmado, em dezembro, decisão de primeira instância que determinava a perda de mandato. No novo recurso, apresentado pelo advogado eleitoral Anderson Pomini, ex-secretário municipal de Justiça da gestão João Doria (PSDB), Camilo argumenta que haveria jurisprudência para mantê-lo no cargo mesmo com um acórdão já publicado, determinando a suspensão de sua diplomação como vereador, até julgamento de um recurso especial ainda no TRE, antes de o caso ser levado para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em sua decisão, o presidente do TRE disse ainda que irá analisar o recurso especial, mas provisoriamente manteve o vereador no cargo.

A reportagem não conseguiu contato com Camilo Cristófaro. A publicação do acórdão que determinava sua cassação foi feito na segunda-feira, 18, mesma data em que o presidente do TRE se manifestou. O desembargador havia sido um dos votos favoráveis à cassação de Camilo.

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