Presidente do TCM antecipou decisão

O recesso no Tribunal de Contas do Município (TCM) terminou na segunda-feira, mas nenhuma sessão plenária foi realizada pelo órgão neste ano. A próxima reunião entre os conselheiros só deve ocorrer na quarta-feira da semana que vem, quando processos relativos às contas da administração municipal serão novamente colocados em votação. Mas o presidente, Edson Simões, não quis esperar. Tomou sozinho a decisão de suspender a maior licitação da gestão Haddad em curso, com o argumento de que uma demora poderia prejudicar o erário público - hoje mais uma etapa do processo seria concluída, com a abertura dos envelopes das empresas classificadas.

BASTIDORES: Adriana Ferraz e Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2014 | 02h05

Apesar de não ter caráter definitivo, a suspensão da licitação que virou a "menina dos olhos" de Haddad é mais uma derrota para o prefeito, que no ano passado viu a Justiça proibi-lo de reajustar o IPTU na cidade em até 35% e de acabar com o contrato da inspeção veicular. Desta vez, a ordem veio de outro tribunal, que, diferentemente dos demais, tem seus representantes indicados pelo prefeito. E com a aposentadoria de Eurípedes Sales, que deixou o TCM em dezembro, caberá a Haddad emplacar um aliado no órgão, hoje com apenas um petista: Maurício Faria. O escolhido é o deputado estadual e atual secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio (PT), que, já em fevereiro, terá seu nome colocado à prova na Câmara.

A tentativa de Haddad de equilibrar as forças no TCM não será fácil. Com o apoio do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), Roberto Tripoli (PV), vereador mais votado em 2012, quer levar a disputa para votação em plenário.

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