Presidente do Masp não descarta envolvimento de funcionários

Em entrevista à CBN sobre roubo dos quadros, Júlio Neves sustenta que sistema de segurança era adequado

21 de dezembro de 2007 | 13h32

O presidente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Julio Neves, afirmou nesta sexta-feira, 21, à rádio CBN, que não quer ser leviano, mas não descarta a participação de funcionários do museu no roubo dos quadros na madrugada da última quinta. Foram levadas duas obras que estão entre as mais importantes de seu acervo: O Lavrador de Café, de Cândido Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso.     EXCLUSIVO: assista ao vídeo com imagens do roubo  Masp não tinha seguro para os quadros de Picasso e Portinari Ladrões roubam quadros de Portinari e Picasso do Masp Masp aciona Interpol, Itamaraty e PF para recuperar quadros Brasil é o quarto do mundo em roubo de obras culturais Blog do Daniel Piza: um roubo, uma crise e a tristeza  Veja galeria de fotos do roubo da Masp  Veja como foi o roubo no Masp    Nas primeiras declarações sobre o roubo, Neves também sustentou que o sistema de segurança se mostrou adequado e que o esquema de usar guardas era considerado o melhor possível. Ele disse ainda que o Masp usará recursos da Lei Rouanet em 2008 para compra de novos equipamentos   O presidente do museu acredita que as obras serão recuperadas e disse que as fronteiras estão em alerta para impedir saída dos quadros do País. Ele ainda se mostrou preocupado com a dificuldade que museus brasileiros vão enfrentar daqui para frente para convencer o exterior de que temos segurança para trazer e expor aqui obras de arte.   O roubo dos quadros repercutiu mal lá fora. Uma reportagem do jornal espanhol El Mundo afirma que o furto dos quadros de Picasso e Portinari do Museu de Arte de São Paulo (Masp) expõe condições de segurança "nefastas" nos museus latino-americanos.   O episódio também foi parar nas páginas de outros jornais europeus, americanos e sul-americanos. Já o britânico The Guardian destaca que a ação foi planejada "em detalhes de minuto", e que a polícia não descarta a possibilidade de ter havido colaboração de pessoas do próprio museu.   Roubo   De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Segurança Pública, as primeiras informações dão conta de que um funcionário encontrou as portas do museu arrombadas quando chegou para trabalhar. A polícia confirmou que o museu permanecerá fechado para perícia.   A ação dos ladrões foi rápida e precisa, indicando que eles sabiam quais as obras que pretendiam levar. Imagens do circuito interno de TV mostraram que o furto foi praticado por três rapazes e durou apenas três minutos, entre as 5h09 e 5h12. Os quadros estavam no segundo andar do edifício, onde fica a exposição permanente do museu. Antes de sair do local com as obras de arte, eles abandonaram alguns objetos que poderão ajudar nas investigações.   No fim de outubro houve uma tentativa de invasão do museu por parte de dois homens. Mas, ao contrário desta quinta, eles acabaram fugindo sem levar nada.   O Retrato de Suzanne Bloch, de Picasso (1881-1973) é um óleo sobre tela (65 x 54 centímetros), datado de 1904. Já o quadro de Portinari (1903-1962), O Lavrador de Café, de 1939, é um óleo sobre tela (100 x 80 centímetros) que retrata um negro em uma das fazendas de café do início do século.   Com Reuters e BBC

Tudo o que sabemos sobre:
MaspPortinariPicasso

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.