Presidente da Infraero admite colocar cargo à disposição

José Carlos Pereira e diretora da Anac se reúnem com Dilma Rousseff, que convocou reunião com os dois

19 de julho de 2007 | 18h56

O presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira, admitiu colocar o cargo à disposição nesta quinta-feira, 19. "Meu cargo está sempre à disposição", teria dito Pereira. Ele e a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, foram convocados para uma reunião em Brasília com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para tratar da crise no setor aéreo, e estão no Palácio do Planalto.   Veja também: Dilma convoca presidente da Infraero e diretora da Anac  Lista completa dos mortos Quem são as vítimas do vôo 3054 As histórias das vítimas da tragédia O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas? Os acidentes mais graves da aviação brasileira Cronologia da crise aérea Conheça o Airbus A320 A repercussão da tragédia no mundo Assista a vídeos feitos no local do acidente   Já na terça-feira, dia do acidente, o presidente já falava a pessoas próximas que poderia tomar a decisão de demitir parte da cúpula da Infraero. E, reservadamente, queixou-se do presidente da Infraero, considerado fraco para desempenhar a função. Toda a responsabilidade pelo acompanhamento do caso foi transferida ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. O presidente avalia também diminuir os poderes do ministro da Defesa, Waldir Pires.   Em um sinal claro de que sabia que seria necessário providências rápidas para combater a imagem de que o governo não consegue resolver a crise, o presidente decidiu ainda assumir a coordenação da reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac), no Ministério da Defesa, marcada para sexta-feira, 20. A atitude foi tomada após quase um ano do acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado, que deu início à crise.   Lula tomará o lugar do ministro Waldir Pires, que curiosamente não participou do encontro desta quinta-feira, e há algum tempo permanece de escanteio na gestão da crise aérea. Será a primeira reunião do conselho depois de anos desativado e a idéia é discutir possibilidades para limitar pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas. A presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, já foi  confirmada.   O presidente também fará um pronunciamento, em cadeia nacional, nesta sexta-feira, na tentativa de expressar sua solidariedade às famílias das vítimas do desastre da TAM, o maior da história da aviação civil brasileira. O horário ainda não foi divulgado.   O Planalto tenta afastar a possibilidade de que o acidente com o avião da TAM tenha sido provocado pela pista escorregadia de Congonhas. O Planalto ouviu peritos e pilotos experientes da Força Aérea Brasileira (FAB). A maioria desses pilotos avaliou que pode ter havido uma combinação de falha mecânica com falha do piloto. Lula foi informado de que mais de cem pousos e decolagens foram feitos em Congonhas, na última terça-feira, nas mesmas condições meteorológicas enfrentadas pelo avião da TAM.   Reação à tragédia   A notícia da tragédia chegou ao Planalto por volta das 19h30 de terça. "Meu Deus do céu, que tragédia! Como pode?", reagiu Lula. A informação foi dada pelo brigadeiro Joseli Camelo, assessor da Presidência para assuntos de Aeronáutica. "Nossa informação é de que todos morreram."   No maior acidente da história da aviação brasileira, um Airbus A320 da TAM vindo de Porto Alegre derrapou na pista do Aeroporto de Congonhas, atravessou a Avenida Washington Luís e se chocou com um prédio e com um posto de gasolina, causando explosão e incêndio. Cerca 190 pessoas morreram, entre passageiros, tripulantes e funcionários do prédio.

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