Presidente da CUT-SP acusa Serra de 'ludibriar' opinião pública

Governador de São Paulo acusou central, Força Sindical e PT pelo confronto entre policiais militares e civis

Agência Estado ,

16 de outubro de 2008 | 20h00

O presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (CUT-SP), Edílson de Paula Oliveira, acusou nesta quinta-feira, 16, em nota oficial, o governador José Serra (PSDB) de "ludibriar a opinião pública", ao citar a entidade como uma das culpadas pelos confrontos entre policiais civis grevistas e militares, no Morumbi, zona sul da capital paulista.   Veja também: Serra cancela agenda em razão de confronto em SP, diz PSDB Clima é tenso próximo ao palácio; são pelo menos 23 feridos Serra não teve tato político para evitar conflito, diz líder do PT Protestos nos arredores da sede do governo de SP são proibidos Tarso é evasivo ao comentar confronto das polícias em SP 'Serra joga nas nossas costas problema que é dele', diz PT-SP Força Sindical repudia confronto entre PM e Polícia Civil Galeria de fotos do conflito no Morumbi  Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'  Todas as notícias sobre a greve      Na nota, Oliveira manifestou "integral apoio" à campanha de associações e sindicatos de policiais civis por melhores condições de trabalho e ao funcionalismo público estadual na "luta contra a precarização dos serviços públicos", que, de acordo com ele, se aprofunda no mandato de Serra.   "Defendemos o respeito ao direito constitucional de greve e ao diálogo, que não acontece na administração tucana e atinge ainda trabalhadores de outros setores, como a saúde, a educação e até mesmo a Nossa Caixa, tratados como criminosos pelo governo do PSDB", afirmou, no comunicado.   Segundo o presidente da CUT-SP, o governador de São Paulo "usa" a segurança pública para fugir de um entendimento e fica "encastelado" no Palácio dos Bandeirantes.   Oliveira afirmou ainda que todas as centrais sindicais estavam representadas na passeata de hoje. "Certamente, o conflito seria evitado se o governo respeitasse a população paulista, a quem serve o funcionalismo público, e respeitasse a data-base dos servidores (1º março) aprovada em 2006 pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo", diz o texto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.