Presidente da Controlar vira alvo de ação por fraude no Nordeste

Segundo promotoria, Zwetkoff levou ao Rio Grande do Norte modelo paulistano; empresa não se pronunciou

O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2011 | 03h04

O presidente da Controlar, Harald Peter Zwetkoff, é um dos 34 acusados na ação do Ministério Público Estadual do Rio Grande Norte sobre a suposta fraude na inspeção veicular ambiental no Estado. É a primeira ação criminal contra o presidente da empresa responsável pela inspeção veicular em São Paulo.

Zwetkoff é acusado de formação de quadrilha, peculato e fraude em licitação ao lado dos ex-governadores Wilma Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) e do suplente de senador João Faustino Ferreira Neto (PSDB). Todos são investigados pela Operação Sinal Fechado, que prendeu 14 dos 34 acusados de fraudes no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio Grande do Norte.

Segundo investigações da promotoria, o presidente da Controlar exportou o modelo da inspeção paulistana para aquele Estado por meio de seus contatos com o lobista paulista Alcides Ferreira Barbosa. E-mails trocados pelos acusados foram interceptados pelos promotores. O Estado procurou a Controlar, que não se manifestou sobre o caso até as 19h45 de ontem.

Grampos telefônicos mostram ainda Barbosa se gabando de seus supostos contatos com o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que é réu em companhia de Zwetkoff e do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, em ação de improbidade administrativa por causa da inspeção em São Paulo. No Rio Grande Norte, onde também seria feita por meio de concessão da fiscalização para uma empresa, a inspeção foi suspensa pela Justiça.

Dados sigilosos. Em São Paulo, a Prefeitura publicou ontem novo "termo de confidencialidade" assinado com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para manter o acesso aos dados sigilosos sobre 7 milhões de donos de veículos e estipular punições para eventuais vazamentos. O MPE desconfia que Prefeitura e Estado, em vez de cortarem o acesso da Controlar aos dados, criaram um documento nulo e irregular. Isso porque ele seria baseado em convênio considerado nulo pela 11.ª Vara da Fazenda Pública. Em nota, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente informou que apenas fez "atualização do termo de confidencialidade em vigor". / MARCELO GODOY E RODRIGO BURGARELLI

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