Presidente aproveita para criticar Estado

A presidente Dilma Rousseff usou o evento em que prestou socorro financeiro e político ao prefeito Fernando Haddad (PT) para criticar o Metrô, em ataque inominado ao governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Fernando Gallo, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2013 | 05h51

Dilma culpou "uma teoria divulgada ao longo das décadas de 80 e 90", segundo a qual o Brasil não tinha renda para bancar metrô, pela falta do transporte na capital. O governo do Estado, responsável pelo Metrô, é comandado pelo PSDB desde 1995.

"Como é possível uma cidade do tamanho de São Paulo sem transporte metroviário, sem um transporte que recorte a cidade em toda a sua extensão?", indagou. "Essa teoria de que o Brasil não tinha renda suficiente é responsável pelo fato de sermos a maior cidade do mundo com o menor sistema de transporte metroviário do mundo."

A petista ainda afirmou que sem metrô não é possível interromper "processos de marginalização social que empurram as pessoas para as periferias".

Alckmin não participou de nenhum evento público após o discurso de Dilma. Antes, ele fora indagado sobre recursos para mobilidade urbana e disse estar "bastante otimista" com a perspectiva de o governo federal atender ao pleito do Estado para verba em três projetos, um deles no metrô.

Em nota, o Metrô afirmou que "o Brasil é o único país em que o governo federal não participa diretamente da construção do metrô". "Em São Paulo, o governo federal se limita a emprestar para o governo estadual dinheiro que será pago com impostos dos contribuintes."

Para o presidente do PSDB-SP, Duarte Nogueira, as críticas são "enviesadas e inverídicas para fazer palanque na presença de Haddad, que enfrenta uma situação de dificuldade".

Depois do evento na Prefeitura, Dilma foi a pé até a sede do Sindicato dos Comerciários, a 300 metros da sede do Executivo paulistano. Segundo a entidade, a visita foi um convide do presidente Ricardo Patah.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.