Presença após sessão continua permitida

Ontem, apenas quatro parlamentares não compareceram à Câmara Municipal na volta do recesso. Três deles - o líder do PR, Aurélio Miguel, o corregedor da Casa, Marco Aurélio Cunha (PSD), e o vice-presidente, Claudinho de Souza (PSDB) - já haviam pedido licença para cuidar de interesses particulares e Agnaldo Timóteo (PR) solicitou licença médica. A Casa manteve, porém, permissão para vereadores digitarem presença mesmo após o encerramento das sessões. Ontem os trabalhos em plenário acabaram por volta das 17h55 e até 19h03 era possível fazer o registro pelos microfones.

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2012 | 03h05

A manutenção da regra que dá prazo de quatro horas para marcação da presença provocou uma cena inusitada na volta do recesso. No fim da sessão, servidores que agora administram o painel permaneceram no plenário. As luzes ficaram acesas e um funcionário ia a todo momento checar se os microfones estavam funcionando. Mas os quatro vereadores ausentes não apareceram.

Descontos. Outra mudança prometida pela presidência no fim de junho era condicionar o desconto na folha de pagamento a um processo de verificação nominal de presença durante a sessão. Mas essa alteração, que poderia ser feita por meio de um projeto de lei, segundo assegurou o presidente José Police Neto (PSD), não tem previsão para vigorar na legislatura atual.

Para o vereador Cláudio Fonseca, líder do PPS, a Câmara deve promover outras mudanças no regimento interno, a fim de deixar o processo legislativo mais transparente.

"Isso não deve ocorrer até o fim do ano, mas defendo que alterações mais profundas entrem em prática", disse, pedindo ainda que o desconto na folha de pagamento ocorra também em comissões parlamentares. "Esse controle não é feito hoje, mas deveria."

O Estado vai acompanhar a presença dos vereadores em todas as sessões até o fim do ano. / A.F. e D.Z.

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