Presa, Suzane continua querendo herança da família

Esta é a terceira vez consecutiva que ela afirma que vai continuar lutando pelos bens dos pais

Simone Menocchi, do Estadão,

13 de agosto de 2007 | 18h12

Suzane von Richthofen não vai abrir mão da herança a qual tem direito no valor estimado de R$2 milhões. Ela esteve nesta segunda-feira, 13, no fórum de Tremembé, cidade do Vale do Paraíba onde está detida, e diante da juíza Márcia Berings Domingues de Castro abdicou da renúncia.  Esta foi a terceira vez que Suzane diz, diante da Justiça, que vai continuar lutando pelos bens deixados pelos pais que ajudou a matar. Suzane cumpre pena de 39 anos de prisão pela participação no assassinato dos próprios pais, Marisia a Manfred Von Richthofen em outubro de 2002, junto com os irmãos Cravinhos, também presos em Tremembé. De acordo com o advogado de Suzane, Denivaldo Barni Júnior, ela persiste em querer a herança para obter os bens que eram dela antes do crime. "Eu não tenho a relação dos bens aqui, mas vai desde veículo até documentos, que estão presos ao inventário". O fato de Suzane cumprir pena não lhe tira o direito, segundo o advogado, de obter o que já era dela.  "Ela não abriu mão da herança porque o espólio não está bem gerido, não está sendo administrado bem", opinou Barni Júnior, que não confirmou o valor da herança. "Não tenho essa informação". Estima-se que entre os bens da família estejam quatro imóveis, móveis, carros, uma quantia em dinheiro, além de documentos e roupas. Tudo administrado pelo irmão de Suzane, Andreas Von Richthofen. Segundo o advogado, diante dessa negativa de abdicar à renúncia, o processo do inventário segue normalmente e não há prazo para terminar. A defesa de Suzane tem esperança de que ela saia da penitenciária de Tremembé, onde está desde fevereiro, ainda este ano e possa esperar o resultado final do julgamento em liberdade.  "Ela foi condenada, mas nós recorremos e está no Tribunal de Justiça. Até a última instância, quando não houver mais recursos, ela cumpre prisão processual e tem direito ao hábeas corpus". A defesa espera um parecer favorável do Supremo Tribunal Federal para o relaxamento da prisão de Suzane. O ministro Marco Aurélio votou favorável e o outro ministro Ricardo Lewandowski está analisando. "São cinco ministros. Se três forem favorável Suzane sai da penitenciária", explicou o advogado.  Vestida de traje penitenciário marrom claro Suzane mais uma vez contou com a ajuda dos cabelos cumpridos e loiros para não ser reconhecida pelas poucas pessoas que estavam no fórum de Tremembé. Desde que foi transferida de Ribeirão Preto para Tremembé ela não recebe visitas, a não ser dos advogados Denivaldo Barni e Denivaldo Barni Júnior.  Na penitenciária, fica na cela com detentas evangélicas e cumpre tarefas diárias como varrer o pátio. Em dias de visitas, aos sábados e domingos, ela costuma não "descer" para o pátio para não ser reconhecida pelos parentes das presas. Os familiares costumam comentar, na saída das visitas, que nunca vêem Suzane e que as outras presas comentam que ela é "muito quieta"

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