Presa 'gangue da batida', que atacou 60 mulheres na zona leste

Bandidos batiam na traseira de carros para simular acidente e roubá-los; motoristas sozinhas eram o alvo

O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2012 | 03h04

A polícia prendeu na noite de ontem uma gangue da zona leste de São Paulo que batia na traseira de carros dirigidos por mulheres para poder roubá-los. Os criminosos são suspeitos de pelo menos 60 assaltos desse tipo desde o começo do ano na região da Avenida Jacu-Pêssego.

A quadrilha era investigada havia pelo menos três meses. Eles agiam sempre da mesma forma, provocando um pequeno acidente. A vítima parava o carro para ver o que havia acontecido e, no meio da discussão, eles anunciavam o assalto.

"Era sempre uma batida leve, até para não estragar o carro e depois poder aproveitar as peças. Em um dos veículos, eles bateram duas vezes para ver se a vítima parava", explicou o delegado Marcelo Bianchi, responsável pela 3.ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Estadual de Investigações Criminais (Deic). Em alguns casos, os bandidos levavam a vítima até Guarulhos ou ao Itaim Paulista antes de soltá-la.

Bianchi reconhece que é difícil um motorista não parar quando alguém bate em seu carro, mas ressalta que, na dúvida, deve procurar ajuda imediatamente. "Se a pessoa desconfiar de alguma maneira, sentir-se insegura, deve procurar um PM ou uma delegacia antes de parar o carro."

A investigação levou a polícia anteontem até um lava-rápido em São Miguel Paulista, onde suspeitos mantinham um Kia Sportage e um Honda Fit roubados. Era o lugar onde "esfriavam" o veículo - aguardavam para ver se não tinha rastreador, até levar a um desmanche. Foram presos Kaike da Silva, de 19 anos, João Lucas da Silva, de 21, Diemens Cunha Sousa, de 22, Bruno Amaral Santos, de 23, e Ederson Buriti dos Santos, de 31. O mais velho era o único com antecedentes criminais. / W.C.

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