Presa envolvida no seqüestro do filho de Maurício de Souza

Até agora seis pessoas envolvidas no seqüestro foram presas; ainda faltam quatro suspeitos

Simone Menocchi, de O Estado de S. Paulo,

27 de novembro de 2008 | 20h21

A dona de casa Priscila Nascimento, de 24 anos, foi presa na tarde de na quarta-feira, 26, na cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, durante uma operação da Polícia Militar, que investigava uma denúncia de drogas na Vila Formosa, periferia da cidade. Priscila é mulher de Peterson Nascimento Silva, acusado de ser o mentor do seqüestro do estudante Marcelo de Sousa, filho do cartunista Maurício de Sousa em abril deste ano. Marcelo, a mãe Marinalva Pereira dos Santos - ex-namorada do cartunista, e o filho dela menor, V. H. P., de 2 anos, foram levados da chácara onde moravam em São José dos Campos por cinco seqüestradores. As vítimas ficaram 18 dias em cativeiros no Litoral Norte.   Na tarde de quarta-feira, 26, a Polícia Militar recebeu uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas e ao chegar em uma casa, na Vila Formosa, flagrou Priscila, mulher do seqüestrador. De acordo com a polícia, coube à Priscila, durante o seqüestro, receber a máquina fotográfica com fotos do estudante, da mãe dele, e do irmão, levar para editar em um CD e entregar o material à família. "No início ela negou a participação, mas temos provas contra ela", informou o delegado Leon Nascimento Ribeiro.   Até agora seis pessoas envolvidas no seqüestro foram presas. "Ainda faltam quatro pessoas, já identificadas e consideradas foragidas", afirmou Ribeiro.   O seqüestro começou com um assalto forjado à mercearia do avô do estudante, pai de Marinalva, no dia 19 de março. Armados, cinco homens chegaram ao mercadinho em motociclistas e obrigaram o comerciante e a mulher dele, Josefa, a entregar o dinheiro do caixa. Depois perguntaram por Mauricio de Souza e queriam apenas o menino. Entraram na casa, fizeram as vitimas reféns por cerca de uma hora e depois fugiram no carro da família. Segundo informações, os seqüestradores queriam apenas o filho de Souza, mas a mãe impediu que levassem somente o estudante de 9 anos e acabou indo junto com o filho menor.   As vitimas foram libertadas de um cativeiro entre Caraguatatuba e São Sebastião, no Litoral Norte Paulista. Mesmo debilitados e assustados, deram entrevista na época, contando como foram os dias de tensão no cativeiro. Na época Mauricio de Sousa disse que o filho havia sido um verdadeiro "heroizinho". Um mês depois do seqüestro Marinalva se mudou com os filhos para a capital paulista.

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