Preparou tudo para matar namorada. Só não abasteceu o carro

Costureira havia sido raptada pelo namorado, que pretendia matá-la, quando o carro dele [br]parou no Jaçanã

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

25 Março 2011 | 00h00

A costureira Maria de Souza, de 24 anos, foi salva na última quarta-feira graças à falta de combustível no carro do namorado, o ajudante Washington Alexandre Cova, de 31 anos, que pretendia matá-la. É o que ela afirmou em depoimento após a polícia prender Washington em flagrante, quando ele a mantinha amarrada no veículo Corsa dele.

Washington é acusado de raptar Maria e imobilizá-la com cordas no banco de trás do carro para matá-la. O acusado estava a caminho de um local ermo, próximo da Rodovia Fernão Dias, onde, segundo a polícia, pretendia matar Maria e deixar o corpo.

Mas o combustível acabou e ele parou na Rua Aranha de Menezes, no Jaçanã, zona norte. Testemunhas estranharam a movimentação dentro do carro e chamaram a polícia.

Policiais localizaram o veículo às 17h50, com o suspeito sentado no banco de trás sobre a mulher e segurando uma faca ao lado do pescoço dela.

Maria de Souza afirmou que o namorado fazia ameaças constantes. A costureira vivia com Washington havia cerca de 20 dias no Parque Edu Chaves, também na zona norte. O relacionamento já durava quatro meses.

O namoro era conturbado. Maria havia feito boletim de ocorrência por lesão corporal no 9.º DP (Carandiru), em janeiro. Ela alegou na ocasião que o parceiro tentara sufocá-la. Ele afirmou que apenas se defendera das agressões dela.

Até que, recentemente, Maria decidiu viajar para o Rio Grande do Norte. Retirou R$ 1.150 do banco para despesas com a viagem. A quantia foi roubada por Washington, segundo a polícia. O dinheiro estaria no bolso da bermuda dele no momento da prisão.

Segundo Pietro Antonio, delegado do 73.º Distrito Policial (Jaçanã), Washington é acusado de tentativa de roubo, ameaça, violência doméstica e lesão corporal, já que a costureira tinha um ferimento leve no abdome. Ele tinha duas facas e fita adesiva.

Defesa

Na quarta-feira, Washington preferiu ficar em silêncio e manifestar-se apenas em juízo. Ele não tinha advogado constituído pelo menos até a noite de anteontem para representá-lo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.