Prejuízo por arrastão em Praia Grande chega aos R$ 22 mil

Polícia da cidade diz que pretende pedir prisão aos baderneiros e dificultar retirada de carros apreendidos

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2009 | 21h37

A prefeitura de Praia Grande divulgou nesta segunda-feira, 5, que os atos de vandalismo do dia 1º levaram ao município prejuízos na ordem de R$ 22,3 mil. Entre os danos estão a quebra de vidros de oito pontos de ônibus (R$ 520), dez bancos de praia (R$ 10.400) e 11 lixeiras (R$ 11.400).   Veja também: Arrastão em Praia Grande deixa carros e lojas destruídos Veja vídeo das câmeras da polícia na hora do arrastão  Vândalos fazem arrastão em São Vicente   Agora, a Polícia do município do litoral paulista pretende dificultar a retirada de veículos apreendidos por causa de som alto e pedir que a Justiça conceda prisão temporária de todas as pessoas detidas fazendo arruaça no município. As medidas serão adotadas para evitar que arrastões de vandalismo como os ocorridos na madrugada do dia 1º na orla se repitam.   O delegado titular de Praia Grande, Justino de Mattos Ramos Júnior, afirma que a ideia será apresentada em breve ao promotor e ao juiz da comarca. "A ação seria o seguinte: todo aquele que for detido fazendo baderna, arruaça, nós pediremos imediatamente a prisão temporária e a dosagem dessa punição ficará de acordo com o entendimento do meritíssimo juiz", explicou o delegado, lembrando que, com a conclusão do inquérito policial poderá ser pedida ainda a prisão preventiva do envolvido. "Esse é o risco que os marginais, os baderneiros, estão correndo", completou.   De acordo com o delegado, a orientação dada as autoridades policiais e de trânsito é que apreendam todos os veículos que se constatem excesso de som e dificultem a retirada dos mesmos. Segundo Ramos Junior, a prefeitura e a polícia não estão interessadas em que as multas sejam pagar e no dia seguinte o automóvel esteja novamente nas ruas com o som alto provocando intranquilidade à população.   "Criaremos toda a dificuldade possível para a liberação do veículo, ou seja, esse veículo poderá ficar apreendido algum tempo a mais que o normal. Apreendido o veículo, pode ter certeza, os mocinhos bonitinhos que venham fazer gracinha vão correr o risco de ficar o seu veículo ate depois do carnaval", disse o delegado.   O município possui dois decibelímetros para medir os veículos com som acima do permitido pela lei municipal, que estabelece o ruído máximo de 104 decibéis para automóveis, 65 para estabelecimentos comerciais durante o dia e 60 durante a noite.   Uma das hipóteses da polícia para o início do tumulto após da virada do ano é de que veículos com o som alto estacionados em local proibido dificultando o tráfego na orla da praia tenham motivado o nervosismo da população.   Outra lei que deverá começar a ser cumprida em Praia Grande é a que proíbe a venda de bebidas em garrafas de vidro nos quiosques da orla, afirmou o subsecretário de Segurança do Município, José Américo Franco Peixoto. "Nós conseguimos viver em sociedade e é esse pessoal que precisa se adaptar, mas a gente vai tentar tirar essas garrafas da orla da praia, isso é uma arma em potencial, já existe a lei e só precisa ser aplicada", disse Peixoto, que é tenente coronel da PM da reserva.   Para a Polícia Militar, o incidente ocorrido na virada do ano foi um caso isolado e prontamente rechaçado. "Em doze dias de Operação Verão, não tivemos um homicídio e isso aí tem que ser lembrado, os números de índices criminais reduziram em relação ao ano passado", afirmou o Comandante interino da PM em Praia Grande, major Roberto Xerez.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.