Prefeitura vai suspender voos de balão em Boituva

Medida é adotada após acidente que matou 3 e feriu 14; clube ficou fechado ontem e não há prazo para reabertura

José Maria Tomazela SOROCABA, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2010 | 00h00

Um dia depois do acidente que causou a morte de três pessoas e deixou outras 14 feridas, o Clube de Balonismo de Boituva, a 115 km de São Paulo, permaneceu fechado ontem. Na base de operação dos balões, no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), um segurança informava que as atividades não têm data para serem retomadas.

A prefeitura da cidade deve determinar a suspensão dos voos com balão na cidade até que se apurem as causas do acidente. De acordo com o secretário de Segurança, Cássio Werneck, a medida é necessária para assegurar que os voos panorâmicos sejam realizados sem riscos. No dia do acidente, havia previsão de chuva com possível ocorrência de ventos na região. Quando os balões decolaram, de manhã, o tempo já estava fechado.

Além do piloto Antonio Carlos Giusti, de 51 anos, morreram no acidente Franklin Ciarallo da Luz e a mulher, Daniela Gonçalves Ciarallo, ambos de 31 anos - os corpos só foram identificados no início da noite de sábado. O casal, que deixou dois filhos pequenos, tinha ganho a viagem de balão como presente de aniversário de casamento. Dos feridos, apenas a jornalista Maria do Carmo Santos continuava internada, na tarde de ontem, em estado grave. A Confederação Brasileira de Balonismo vai acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre o acidente.

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