Prefeitura vai se reunir com concessionárias

A Secretaria de Serviços da Prefeitura de São Paulo afirma que agendará uma reunião para os próximos dias com as concessionárias Loga e Ecourbis para apurar os problemas na coleta seletiva. Segundo a pasta, o serviço faz parte das obrigações contratuais das empresas. A data ainda não está definida.

, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2010 | 00h00

A administração municipal afirma nunca ter deixado de investir na coleta seletiva. Em 2005, apenas 56 distritos eram atendidos, hoje são 74. Após a coleta feita pelas duas empresas, o material é enviado para as 18 cooperativas conveniadas, que ficam em áreas públicas ou alugadas pelo Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb).

Os gastos subsidiados pela Prefeitura são de R$ 700 mil e incluem capacitação dos mil cooperados, equipamentos para a separação do material reciclável, água e luz utilizadas nos galpões e aluguel de caminhões com motoristas usados para a coleta feita porta a porta.

Já as concessionárias usam 20 caminhões compactadores, como exigido por contrato. Destes, 15 são da Ecourbis. De acordo com a Prefeitura, cada veículo tem capacidade média para 15 toneladas de lixo, mas, no caso de recicláveis, o limite máximo estipulado é de 3,5 toneladas, justamente para não prensar e desperdiçar o material.

Falhas. Quanto à coleta seletiva, a Ecourbis afirma que o serviço está funcionando normalmente. Já a Loga assume as falhas no atendimento e cita os bairros de Pinheiros e Lapa, na zona oeste, e Freguesia do Ó, Casa Verde e Santana, na zona norte, como os mais prejudicados. O motivo é que as cooperativas "não estão conseguindo processar devidamente todos os resíduos coletados". Luzia Maria Honorato, do Movimento Nacional dos Catadores, confirma a dificuldade: "Não há gente e espaço suficientes para a triagem." / C.B.

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