Prefeitura vai endurecer cobrança a empresas por cumprimento de contratos

De acordo com o prefeito Fernando Haddad, o governo vai exigir posicionamento sobre a falta de ônibus municipal, já que o serviço está sendo pago em dia

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2014 | 19h17

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo pretende endurecer a cobrança do cumprimento dos contratos com as empresas de ônibus que operam na cidade. O prefeito Fernando Haddad (PT) disse que a prefeitura está pagando em dia pela prestação dos serviços e que, portanto, vai exigir posicionamento sobre a falta de ônibus municipal. "A relação entre empregados e empresas é privada. Assim, nos cabe notificar as empresas para cumprirem os contratos", disse o prefeito.

Tanto o sindicato das empresas de ônibus quanto dos funcionários receberam notificações extrajudiciais nesta quarta-feira, segundo afirmou o prefeito. A prefeitura descarta por hora se envolver nas negociações trabalhistas que teriam originado a paralisação, segundo informaram os secretários Jilmar Tatto (Transportes) e Chico Macena (Governo).

Além das notificações extrajudiciais, Haddad citou como medidas para combater a crise a negociação com a Secretaria de Segurança Pública para manter um funcionário da SPTrans no Centro de Operações da Polícia (Copom) e apoio ao Ministério Público para investigações sobre responsabilidades pelo problema, que a Prefeitura ainda classifica como "sabotagem".

Haddad falou por cerca de dez minutos à imprensa e não respondeu perguntas, apenas disse acreditar que esperava que as medidas seriam suficientes para estancar a crise.

O prefeito também tentou amenizar o mal estar criado por críticas feitas pelo secretário Jilmar Tatto à polícia. Tatto havia dito nesta terça-feira que houve passividade dos policiais ao não impedir que os ônibus fossem estacionados nas vias publicas. O prefeito disse que "gostaria de agradecer o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário Fernando Grella por se mostrarem dispostos a ajudar a enfrentar a crise".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.