Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Prefeitura vai começar a aterrar fios e reformar calçadas do Largo da Batata

Edital lançado com três anos de atraso prevê também calçadão na Cardeal Arcoverde e construção de terminal e garagem subterrânea

Rodrigo Burgarelli e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

26 Maio 2011 | 00h00

Prometida há pelo menos três anos, a segunda fase da revitalização do Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, deve começar no próximo semestre. O plano prevê reforma de calçadas e aterramento da fiação em 19 vias da região. Além disso, dois quarteirões da Rua Cardeal Arcoverde vão virar calçadões de pedestres, quatro novas ruas serão abertas e um terminal de ônibus e uma garagem subterrânea serão construídos.

Os estudos de revitalização do Largo da Batata foram concluídos em 2001, mas só agora, com a abertura para consultas do edital de construção, a Prefeitura deu o primeiro passo para terminar o plano. Uma primeira fase de obras começou em 2007 e ainda não está concluída (leia texto aqui). Para esta nova etapa, a previsão é que a licitação para a escolha da empresa que executará a obra seja concluída em cerca de dois meses.

A obra deve custar R$ 140 milhões e vai durar um ano e meio a partir do início dos trabalhos. Isso significa que, se tudo correr como previsto, a revitalização será inaugurada em 2013 - quase dois anos depois do último prazo prometido pela Prefeitura, no segundo semestre deste ano.

Cerca de 120 quilômetros de cabos elétricos aéreos hoje suspensos nos postes da região serão enterrados. Entre as ruas que terão o cabeamento subterrâneo estão trechos da Avenida Brigadeiro Faria Lima e das Ruas do Sumidouro, Teodoro Sampaio, Paes Leme e Butantã. Essas e outras 16 vias também terão todas as calçadas reformadas e padronizadas.

Terminal. O projeto prevê ainda a construção de um terminal de ônibus intermodal de 4,8 mil metros quadrados onde hoje está a Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) - assim, várias linhas de coletivos que hoje param no Largo da Batata serão transferidas para lá.

Outra promessa é a construção de uma garagem subterrânea no mesmo local, com capacidade para 450 veículos, para incentivar que motoristas deixem os carros ali e peguem o transporte público até seu destino final.

Urbanismo. Grandes mudanças também estão previstas para a Rua Cardeal Arcoverde. A via será interrompida nos dois quarteirões próximos à Faria Lima, que serão fechados para o tráfego de veículos e transformados em calçadão para pedestres. Uma nova via deverá ser aberta por ali, para permitir que os ônibus cheguem da Faria Lima.

Há previsão de que outras mudanças viárias sejam realizadas, como uma nova ligação entre a Rua Teodoro Sampaio e o calçadão que será construído na Cardeal a partir da Faria Lima.

Outra via também será construída entre as Ruas Butantã e Padre Carvalho. Nessa área, a Rua Fernão Dias terá seu traçado modificado, o que permitirá a requalificação do Largo de Pinheiros - a praça será aumentada e receberá nova arborização e equipamentos de lazer.

Entre as ruas que serão alargadas estão a Capri, a Eugênio de Medeiros e a do Sumidouro. O projeto prevê ainda que em todo o perímetro das melhorias urbanas serão realizadas obras de drenagem superficial e readequação da rede coletora de esgoto, para favorecer escoamento das águas da chuva e evitar a ocorrência de alagamentos.

Operação Urbana. Assim como as obras da primeira fase, todas as melhorias previstas nesta etapa do projeto serão realizadas por meio da venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs) da Operação Urbana Faria Lima - títulos que permitem construir imóveis com áreas superiores às permitidas pela Lei de Zoneamento.

Antes de as obras começarem, serão feitas prospecções arqueológicas no local. Técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) vão escavar o solo e analisar o material encontrado para saber se há objetos de valor histórico na área.

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