Prefeitura usou ''Banco de Nomes'' por 15 anos

A proliferação de ruas sem nome obrigou a gestão do prefeito Olavo Setubal (1975-1979) a criar um departamento específico para colher sugestões da população, em junho de 1975. A Prefeitura não acompanhava a velocidade da abertura de loteamentos nas zonas leste e sul. Das 45 mil ruas da cidade, 20 mil não tinham nome.

Diego Zanchetta e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

Em 1977, o departamento já havia recebido 29 mil sugestões, cadastradas num "Banco de Nomes". Havia 26 temas - mineralogia, esoterismo, até homenagens a times de futebol. O Palmeiras foi campeão do banco entre os clubes da cidade, com 42 sugestões.

O trabalho deu resultado. Em 1980, o número de "arruamentos clandestinos" caiu para 800. A Prefeitura usou o "Banco de Nomes" por 15 anos, até 1992.

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