Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Prefeitura quer usar PM contra corrupção

Alguns policiais já foram convidados para o serviço e aguardam os trâmites burocráticos para começar os trabalhos

O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2015 | 22h52

O novo controlador-geral do Município, Roberto Porto, quer ajuda da Polícia Militar contra a ação de servidores públicos corruptos. Porto estuda utilizar policiais militares à paisana para auxiliar o setor de inteligência da Controladoria-Geral do Município (CGM) a investigar funcionários suspeitos de atividades ilícitas, como recebimento de propina.

Alguns PMs já foram convidados para o serviço e aguardam os trâmites burocráticos para começar os trabalhos. São policiais que já trabalharam com Porto quando ele era promotor de Justiça. O ex-secretário de Segurança Urbana da gestão Fernando Haddad (PT), que assumiu a CGM há duas semanas, foi um dos responsáveis pela descoberta da Máfia dos Fiscais das gestões Maluf e Pitta, nos anos 1990. Ele revelou os planos em entrevista ao vivo veiculada no site do jornal Folha de S.Paulo.

Porto já havia dito que a Prefeitura adotará uma “via rápida” ou “faixa exclusiva” para demitir de forma mais célere servidores com indícios graves de enriquecimento ilícito.

Dois dos acusados de operaram a Máfia do ISS continuam recebendo salário, enquanto aguardam suas demissões. O caso veio à tona em outubro de 2013. Um grupo de funcionários pedia propina em troca de desconto no Imposto sobre Serviços (ISS). Depois de todos os integrantes do esquema terem sido denunciados à Justiça e estarem aguardando julgamento, o Ministério Público Estadual (MPE) já abriu uma nova investigação, contra outros sete fiscais da Prefeitura.

Segundo Porto, a Prefeitura tem, no momento, 60 sindicâncias em andamento. Ao todo, são cerca de 40 servidores que mantêm um patrimônio que não condiz com a renda que possuem, trabalhando para a Prefeitura - a maior parte em cargos de fiscalização.

A Prefeitura também tem realizado um processo de “refiscalização” dos empreendimentos imobiliários que tiveram o Habite-se liberado pelos integrantes da máfia. 

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