MOUCO FYA / ESTADÃO
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Prefeitura quer 16 mil vagas para bikes até 2016

Paraciclos em formato de U invertido começaram a ser instalados na região central; equipamento ainda tem pouca adesão de ciclistas

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2015 | 19h30

A Prefeitura de São Paulo está instalando paraciclos de ferro ao redor da rede cicloviária em construção. Até agora, 150 deles já foram colocados à disposição dos ciclistas, a maior parte no centro expandido. Há a expectativa de que, até o fim do ano que vem, haja na cidade 16 mil vagas de estacionamento para bikes, em 8 mil paraciclos. 

A promessa de criação das vagas de estacionamento públicas havia sido feita no ano passado. Mas o processo licitatório para a compra dos paraciclos terminou apenas em fevereiro. Os equipamentos foram definidos por meio de tomada de preço, e cada paraciclo custará R$ 199 aos cofres municipais. 

As primeiras vias a receber os paraciclos foram a Rua Frederico Abranches, em Santa Cecília, e a Avenida São Luís, ambas no centro. Depois, eles foram instalados nas proximidades das Praças da República e Dom José Gaspar e na Avenida Liberdade, também na região central. Higienópolis também tem equipamentos do tipo espalhados por suas ruas.

Os paraciclos são amarelos – mas é possível encontrar alguns na cor laranja, patrocinados pelo banco que oferece bikes por empréstimo. Têm formato de U invertido, tido por especialistas como ideal para evitar furtos, uma vez que permitem que tanto as rodas quanto o quadro da bicicleta sejam acorrentados, fazendo com que um eventual ladrão tenha mais trabalho (leia mais sobre segurança abaixo).


Dúvidas. O modelo, entretanto, ainda não inspira confiança por parte dos ciclistas. Os paulistanos que já deslizam pela cidade montados nas bicicletas, por ora, parecem ter optado por estacionamentos particulares ou postes. 

Reflexo disso é que, durante três dias percorrendo o centro, a reportagem constatou que os paraciclos ocupados estavam, na maioria, perto de bases comunitárias da Polícia Militar ou da Guarda Civil Metropolitana ou ainda em esquinas perto de bancas de jornais e lojas.

“Um amigo meu já teve uma bicicleta roubada, e ele tinha parado em um paraciclo. Eu prefiro acorrentar no poste”, afirmou o músico Bruno Duarte, de 29 anos.

A preferência pelo poste, por outro lado, não é unanimidade. “O que acontece é que ainda não é muito seguro parar na rua. Talvez quando tiver mais bicicletas, não sei. Eu procuro deixar no estacionamento do meu trabalho, já peço para o pessoal para poder estacionar, e tem sempre alguém olhando”, contou a atriz Ivy Mikami, de 27 anos. 

Mas há quem veja o lado positivo do novo equipamento público. “Todo lugar é inseguro. Eu paro no trabalho porque há algum tempo, quando a ciclovia chegou, o pessoal do prédio insistiu e foi montado um estacionamento para nós, ciclistas. Mas eu poderia parar no paraciclo, sim. Sem dúvida, é uma coisa boa”, disse a servidora pública do Judiciário Déborah Anunziato, de 37 anos. 

Mobiliário Urbano. Uma resolução da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) de 2011 definiu o modelo de paraciclo em instalação pela Prefeitura como parte do mobiliário urbano municipal. Ele precisa ter 1,1 metro de altura por 80 centímetros de largura, com limite de duas bicicletas por paraciclo. A resolução também permite a instalação de paraciclos verticais.

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