Prefeitura promete reabrir espaço no Carmo neste ano

Planetário está fechado desde 2007 por causa de briga com a Telefônica, que seria a responsável por manter o prédio

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2012 | 03h02

O Planetário do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, está fechado desde 2007. A Prefeitura afirma que concluiu a compra de 18 peças necessárias para que o lugar volte a funcionar. O valor do contrato é R$ 1,2 milhão.

A administração municipal afirma que a expectativa é de que o espaço volta a funcionar no próximo semestre.

O trabalho de reposição é demorado. Segundo a secretaria, deve ser feito por etapas, para não afetar o sistema complexo de lentes, unidades eletroeletrônicas e mecanismos especiais.

Entre as peças que serão instaladas, estão softwares de programação e apresentação de sessões, além de monitor de vídeo para apresentações ao vivo.

"Está em tramitação a contratação da empresa representante da Zeiss no Brasil para a reposição das peças e os reparos que forem necessários para o funcionamento", afirmou a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, por meio de nota.

Histórico. O prédio do planetário foi doado e entregue pela Telefônica em 2004. Só começou a funcionar em novembro de 2005, pois o projetor comprado na década de 1990 estava guardado em um depósito e precisou de reparos.

O espaço, porém, passou apenas 13 meses aberto. Durante o período em que funcionou, eram realizadas quatro sessões por dia, cinco vezes por semana. Não resistiu a uma chuva, sofrendo infiltrações e rachaduras.

"O aparelho de projeção foi então protegido da umidade e a Telefônica foi convocada a resolver os problemas, mostrando-se resistente, apesar de legalmente ter a responsabilidade por esses reparos, já que a obra estava em período de garantia", afirmou a secretaria, em nota.

Sem sucesso nas negociações com a empresa de telefonia, a Prefeitura assumiu o restauro do prédio. A obra foi finalizada em junho de 2010. No entanto, o planetário não pôde voltar à ativa porque foi afetado pela umidade das chuvas.

Na época, a Telefônica afirmou que a sua responsabilidade era apenas até o momento da doação do prédio e que a conservação não era de responsabilidade da empresa.

A obra custou R$ 11 milhões. O local tem capacidade para 274 pessoas.

Tomando pó. Um dos projetores mais modernos do País, o equipamento alemão Universarium Zeiss VII está guardado em Itaquera desde fevereiro de 2007, quando a reforma no prédio foi iniciada. /A.R.

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