Prefeitura promete instalar 'guarda-bike' no Ibirapuera

Plano é que GCM seja responsável pelo local; parque é o local onde mais some bicicleta na cidade, segundo site especializado

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h07

O Parque do Ibirapuera é apontado por ciclistas como o local onde há mais furtos de bicicletas na cidade. Após ser condenada a indenizar um usuário que perdeu sua bike no local, a Prefeitura agora promete criar no local um estacionamento gerenciado pela Guarda Civil Metropolitana. A ideia é centralizar todas as bicicletas em um só lugar, perto do portão 10. Cada um dos veículos receberia um lacre e o dono, um comprovante. O serviço será gratuito. A Secretaria de Segurança Urbana afirma que "aguarda os trâmites legais" para instalar o "guarda-bike".

Registros do Cadastro Nacional de Bikes Roubadas apontam que o Ibirapuera teve sete (15%) dos 45 furtos e roubos registrados no site neste ano. Logo atrás, vem a região das Avenidas Paulista e Consolação, com 5 casos (11%). Butantã, que inclui a Cidade Universitária, teve 4 (8%). Também há relatos de furtos em estacionamentos de supermercados e residências.

O delegado Marcio de Castro Nilsson, do 36.º Distrito Policial (Vila Mariana), responsável pela região do Ibirapuera, diz que os furtos são coisa "rotineira" no parque, mas não "assustam". Mas Luiz Fernando Giovanini, dono da Estar Seguro, afirma que uma quadrilha de assaltantes armados age nos arredores do Ibirapuera. "Há olheiros dentro. Do lado de fora, dois homens em uma moto abordam o ciclista e o garupa leva a bike no ombro." Giovannini diz que pagou pelo menos dois seguros para vítimas desses crimes.

Para quem tem bicicleta de mais de R$ 5 mil, uma boa opção é fazer seguro. Há opções entre 5% e 8% do valor das bicicletas. As apólices, porém, só cobrem roubos e furtos qualificados (quando há invasão de residência, por exemplo).

A trava em formato de U (U-lock), que pode ser encontrada a partir de R$ 150, pode evitar a maioria dos furtos. "Soube de tentativas de abrir a tranca da U-lock, mas de ninguém que tenha conseguido", diz o cicloativista William Cruz, do site Vá de Bike!. Já cabos de aço e correntes são considerados inseguros. A gerente de contas Maggie Louise Sander, de 27 anos, parou alguns minutos com o namorado em um barzinho na Avenida Hélio Pellegrino, em Moema. "Colocamos cabos de aço e ficamos pouco tempo. Quando voltamos, já tinham levado as bikes." / A.R.

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