Prefeitura põe na internet lista de camelô autorizado

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras publicou ontem em seu site o nome de 561 ambulantes que tiveram os Termos de Permissão de Uso (TPUs) cassados neste ano e conseguiram, anteontem, autorização da Justiça para voltar às ruas. A ordem foi dada pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) - para que seja público quem pode e quem não pode estar na rua.

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h07

Kassab afirmou que ainda estuda se vai recorrer da decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que suspendeu a decisão do presidente do tribunal, Ivan Sartori. Em favor da Prefeitura, Sartori havia derrubado uma liminar de primeira instância que autorizava o trabalho dos camelôs.

O prefeito disse, porém, que continua firme em sua decisão de retirar os ambulantes das ruas da cidade. "Eu entendo e a administração entende que as calçadas devem ser liberadas para os pedestres", disse.

O presidente do Sindicato dos Permissionários, José Ramos, que representa os camelôs legalizados, afirmou ontem que a maioria dos camelôs já voltou para as ruas. "Se depois de todas essas decisões, ele (Kassab) fizer mais alguma coisa (contra a categoria), será muita ruindade", disse Ramos.

Os ambulantes afirmam que não aceitam as propostas feitas por Kassab - como a de transferi-los para feiras livres. "O que ele está oferecendo não vale a pena, não é alternativa. Ele não está vendo a situação dos ambulantes", afirmou Ramos.

O prefeito afirma que a solução definitiva será a construção de três shoppings populares na cidade. As unidades seriam na região central, perto do Pátio do Colégio, outra na zona leste, em São Miguel Paulista, e a última em Santo Amaro, na sul. No entanto, os espaços nem sequer começaram a ser construídos e não há prazo para que isso aconteça.

Histórico. Nos últimos seis anos, Kassab retirou da rua aproximadamente 15 mil camelôs. No dia 19, o prefeito revogou um grande lote de autorizações de camelôs que trabalhavam na Rua 25 de Março e arredores, no centro, e deu um mês para que todos saíssem das ruas.

A medida atingia pelo menos 270 deficientes físicos - alguns deles chegaram a se acorrentar ao prédio da Prefeitura para protestar contra a decisão. Na ocasião do cancelamento das licenças, Kassab afirmou que a maioria dos camelôs da cidade trabalhava com carga roubada ou pirata. / ARTUR RODRIGUES

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