Prefeitura planeja corredor de ônibus da zona sul ao centro

Obras devem aproveitar traçado de corredor da Av. M'Boi Mirim e avançar até o Jardim Ângela

Carolina Freitas, da Agência Estado,

04 de novembro de 2008 | 17h04

A Prefeitura de São Paulo planeja construir um corredor de ônibus para ligar o extremo sul da capital paulista ao centro, afirmou nesta terça-feira, 4, o secretário municipal de Transportes, Alexandre de Moraes. As obras devem aproveitar o traçado de um corredor existente na Avenida M' Boi Mirim e avançar até o Jardim Ângela, na divisa com Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O projeto deve ser licitado em 2009 e há estudos em curso para a construção de um corredor também nas zonas norte e noroeste da capital, afirmou Moraes, em audiência pública na Câmara Municipal sobre o orçamento de 2009 para a secretaria. Além de mais extensa, o novo corredor ocuparia duas faixas da Avenida M' Boi Mirim para permitir aos ônibus a ultrapassagem. "Hoje, é uma só faixa", explica o secretário municipal de Transportes de São Paulo. "No horário de pico, temos um comboio, com um ônibus atrás do outro." Ainda não está definido o local para construção do corredor da zona norte. A peça orçamentária da Prefeitura, que está em discussão na Câmara, prevê despesas de R$ 124,4 milhões para construção e reforma de corredores e terminais de ônibus, além dos gastos de rubricas específicas, como a das obras do Expresso Tiradentes e os repasses ao metrô e ao Rodoanel Mario Covas. Os dispêndios previstos no orçamento para a pasta totalizam R$ 1,39 bilhão. A Secretaria Municipal de Transportes separou R$ 146 milhões para concluir em 2009 os trechos 3 e 4 do Expresso Tiradentes, o que inclui o ramal Vila Prudente e o trajeto entre Vila Alpina e São Mateus, rumo à zona leste. O trecho 5, de São Mateus a Cidade Tiradentes, só deve ser entregue em 2010. Ainda na zona leste, a administração municipal destinará recursos para o Corredor Celso Garcia. Metrô Mesmo diante da crise econômica mundial, que pode ter reflexos nas receitas do Poder Executivo municipal, Moraes descartou rever o investimento de R$ 250 milhões no metrô e classificou o repasse à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) como "prioridade". As verbas para esse meio de transporte foram uma das principais bandeiras da campanha de reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Kassab comprometeu-se a investir R$ 1 bilhão até o fim deste ano e mais R$ 1 bilhão até 2012. "Faltam R$ 495 milhões que vão ser, tranqüilamente, pagos até o final do ano, dos R$ 4 bilhões que a Prefeitura tem em caixa", afirmou o secretário municipal de Transportes. "Não vai haver nenhum problema em completar o R$ 1 bilhão." Moraes comentou ainda o possível acordo entre o Executivo municipal e o governo federal para turbinar as verbas do metrô, em parceria com o governo de São Paulo. Na segunda, o prefeito reeleito de São Paulo foi a Brasília conversar sobre o projeto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo Moraes, o pagamento de dívidas do município com a União seria revertido em investimento no metrô. "A cada 3 reais pagos pela Prefeitura, o governo investiria um real", afirmou. "Tenho confiança de que o governo federal vai contribuir. Sinto um grande interesse do presidente."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.