Prefeitura planeja centros de triagem para seleção

Secretaria de Negócios Jurídicos acredita que ação será facilitada com posto do TJ; Saúde quer mais vagas de internação

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2011 | 03h00

Apesar de afirmar que já realiza internação compulsória quando necessário, a Prefeitura de São Paulo estuda formas mais ágeis de levar crianças e adolescentes viciados em drogas para clínicas de tratamento. Atualmente, a Secretaria de Negócios Jurídicos analisa como realizar a triagem dos menores antes de interná-los. A presença do Judiciário na cracolândia, na visão da Prefeitura, agilizaria o processo.

O modelo escolhido pelo Rio - levar indiscriminadamente jovens viciados às clínicas - não é visto com bons olhos pela gestão de Gilberto Kassab (PSD). "O que pode acontecer são centros de triagem dos quais a secretaria é partícipe, mas não detentora da unidade", disse o secretário adjunto da Saúde, José Maria da Costa Orlando.

"Primeiro, precisamos decidir se isso vai acontecer. Se acontecer, o modelo pode ser o de ampliação da iniciativa do Said (Serviço de Atenção Integral ao Dependente, iniciado em 2008, com 80 leitos). Nossa ideia, diferentemente do Rio, foi desenvolver os passos para, após a triagem, oferecer o suporte necessário. Assim, estaremos melhor preparados se for tomada a iniciativa da internação compulsória", afirmou Orlando.

O secretário adjunto afirmou que essa decisão, polêmica, será tomada em breve. "É um assunto que não pode mais esperar", disse. A nova política, reconhece a secretaria, demandará, além de novos Saids, uma ampliação da oferta do número de vagas existentes na rede de clínicas conveniadas com o município.

Atualmente, segundo dados do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, somente na cracolândia há uma população flutuante de 2 mil usuários de droga, embora grande parte seja formada por maiores de idade. / V.H.B. e ADRIANA FERRAZ

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