Prefeitura não definiu modelo seguro para bilhete mensal

Secretaria Municipal de Transportes pretende apresentar novo cartão até o fim deste mês

BRUNO RIBEIRO , O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h02

A Secretaria Municipal de Transportes corre contra o tempo para apresentar, até o fim deste mês, o modelo final do novo bilhete único mensal ao prefeito Fernando Haddad (PT). A Prefeitura de São Paulo já prometeu que o novo cartão deve começar a funcionar no mês que vem. Entretanto, ainda não foi definido um modelo de cartão seguro que tenha custos viáveis - e os técnicos ainda precisam arrumar uma solução.

De acordo com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, o novo cartão precisa de um chip que permita a leitura nos validadores. Essa placa, porém, ainda está muito cara. "O chip custa R$ 0,30, o que ainda é muito caro para nós", diz.

Esse preço estaria embutido nos R$ 140 estimados como preço do bilhete único mensal. Projeções da SPTrans dão conta que ao menos 10% dos 22 milhões de bilhetes únicos atuais ativos migrem para o novo modelo. Cerca de 100 mil pessoas já fizeram o cadastro para ter acesso ao novo cartão no site da Prefeitura.

A diretriz que a SPTrans recebeu da Prefeitura é desenvolver um modelo que possa ser vendido até em bancas de jornais: os 30 dias de validade do cartão começam no momento da primeira viagem feita com o bilhete. "O que queremos é tirar totalmente o dinheiro do sistema, passando a usar somente cartões", diz Tatto. Ele afirma que os técnicos devem trazer uma solução para o problema do custo até a semana que vem, de forma que, no começo de novembro, o prefeito Haddad possa receber a versão final do programa, para decidir sobre o início da utilização dos cartões.

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