Prefeitura mantém 3 casas interditadas em Pinheiros

Residências danificadas por obra de condomínio terão de ficar fechadas até que construtora faça as reformas necessárias

O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2012 | 03h03

A Prefeitura informou ontem que vai manter interditados três imóveis da Rua Iraci, em Pinheiros, na zona oeste, até que os imóveis danificados por obra da construtora Bueno Netto estejam reformados. Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, três casas tiveram interdição total e uma parcial em agosto - e continuam lacradas até agora.

Como o Estado mostrou ontem, a obra - de um condomínio horizontal com oito casas de alto padrão - provocou rachaduras em 33 das 82 residências da rua, entre a Avenida Brigadeiro Faria Lima e a Rua Ibiapinópolis. Segundo a construtora, houve alterações no lençol freático durante a escavação das garagens subterrâneas, o que provocou movimentação do solo e, consequentemente, as rachaduras.

Moradores que ainda não tiveram as casas reformadas prometem entrar na Justiça ainda nesta semana. A partir de um laudo, eles pretendem exigir reparações da Bueno Netto. Já a construtora afirma que está fazendo os reparos necessários e a demora em atender a todos os moradores se deve à falta de mão de obra na construção civil. A empresa reconhece que o cronograma de obras não está sendo cumprido, mas diz que 13 dos imóveis já foram reparados e, em nove, os serviços estão em andamento. Faltam, portanto, 11 casas.

Morador de uma das casas atingidas, o advogado Álvaro de Carvalho Pinto Pupo disse que ontem um perito particular contratado pelos moradores visitou a Rua Iraci. E voltará à rua posteriormente para elaboração do laudo.

A Prefeitura diz que o papel dela é apenas garantir a segurança dos moradores, interditando imóveis com risco de desabar, e a reparação dos imóveis danificados tem de ser acertada entre os moradores e a Bueno Netto. Diz ainda que, caso os donos não tenham os consertos feitos de forma satisfatória, o único caminho é justamente procurar a Justiça para garantir os direitos. / BRUNO RIBEIRO

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