Prefeitura garante oferecer assistência

Secretaria diz não poder obrigar morador de rua a ir para albergue. Segundo PM, alguns ladrões já se disfarçaram de sem-teto

Camilla Haddad e Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2010 | 00h00

A Secretaria Municipal de Assistência Social informou, por meio de nota, que a região da Avenida Paulista é atraente para a permanência dos moradores de rua. Para atender essa população, a pasta diz disponibilizar 80 serviços, dos quais 20 estão no centro da cidade, entre Centros de Acolhida, dois deles inaugurados nos últimos três meses na região, e espaços de convivência. A secretaria diz, no entanto, que não pode obrigá-los a ir para albergues e outros serviços.

A Polícia Militar afirma que já houve casos de ladrões disfarçados de moradores de rua arrombando lojas e lanchonetes na Paulista. Segundo a corporação, eles não são notados pelas pessoas, facilitando a ação criminosa. A corporação diz ainda que é chamada para ajudar a liberar a calçada para os pedestres.

A PM afirma também que pedestres pedem aos policiais para intervir em casos de ameaças e coações praticadas por supostos moradores de rua. De acordo com a corporação, algumas vezes pedintes se aproximam para pedir esmola portando facas. Mas, quando a polícia chega, eles dizem que a arma é usada para cortar alimentos.

Guarda Civil. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, responsável pela Guarda Civil Metropolitana, diz que maus-tratos, como lançar bombas, dar tapas e jogar água em moradores de rua, não são compatíveis com o padrão de procedimento da corporação e recomenda que atos de violência cometidos por guardas-civis sejam levados à Corregedoria da GCM, pelo 3124-5120, ou na Ouvidoria, pelo 0800-770-0263.

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