MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO

Prefeitura firma acordo com Eletropaulo para dobrar podas de árvore

Segundo Haddad, o número de poda e remoção por ano deve saltar de 100 mil para 200 mil árvores após medida que diminui burocracia

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2015 | 13h43

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo assinou nesta quarta-feira, 26, um acordo com a AES Eletropaulo para dobrar o número de podas e remoções de árvores feitas por ano na capital paulista. Com objetivo de reduzir o risco de queda durante o período de chuvas, também será montada uma força-tarefa para atuar inicialmente em oito subprefeituras, onde a incidência é maior.

Dados da Prefeitura apontam que  há 650 mil árvores em viários de São Paulo. "Nós fazíamos historicamente em torno de 100 mil podas por ano. Com esse convênio, devemos saltar para 200 mil por ano", afirmou o prefeito Fernando Haddad (PT). "No plano geral, nós estamos multiplicando por dois nossa capacidade poda e remoção." A partir da mudança, a administração municipal pretende reduzir o ciclo de manejo de árvores, que atualmente é de seis anos e meio, para três anos.

O acordo firmado com a AES Eletropaulo serve para facilitar autorizações concedidas pela Prefeitura para que a estatal possa interferir em árvores com risco de interferência na rede elétrica. No convênio, a empresa se compromete a enviar anualmente ao município um mapeamento desses locais, para receber uma autorização única da Prefeitura. Antes, os pedidos eram feitos caso a caso, aumentando a burocracia e o tempo de atendimento.

A AES Eletropaulo deve enviar o relatório em novembro. Segundo a empresa, hoje há cerca de 200 mil árvores que representam riscos para fiação elétrica na capital paulista. O acordo também fixa prazo de seis meses para a Prefeitura conceder as 2 mil autorizações pedidas pela estatal antes do convênio ser firmado.

Na próxima Operação Verão, o plano de ação para o período de chuva, a AES Eletropaulo também vai participar da gestão de possíveis crises junto com a Prefeitura. Neste ano, a queda de árvores foi o principal problema enfrentado pela gestão Haddad, quando cerca de 1.765 árvores despencaram em três meses. Em janeiro, cerca de 800 mil pessoas ficaram sem luz após queda de árvores de grande porte e galhos, que rompeu cabos, quebrou e derrubou postes 

Prioridade. Oito subprefeituras respondem por 62% dos casos de quedas de árvores na cidade de São Paulo nos últimos dois anos. São elas: Butantã, Pinheiros e Lapa, na zona oeste, Vila Mariana, Santo Amaro e Ipiranga, na zona sul, Sé, na região central, e Mooca, na zona leste.

Essas áreas são tratadas como prioridade pela Prefeitura para prevenir ocorrências de quedas no próximo verão. A partir do convênio, agrônomos e funcionários municipais vão atuar em ruas com maior incidência, fazendo podas, manejos e remoções por lote - e não mais caso a caso como acontece hoje.

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