Felipe Rau/Estadão
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Prefeitura faz força-tarefa contra pernilongos; alívio deve ser sentido em dez dias

Regiões com maior número de reclamação por excesso de pernilongos são Lapa/Pinheiros e Butantã, na zona oeste, além de Capela do Socorro e Cidade Ademar, ao sul da capital

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2017 | 11h15

Os moradores das zonas sul e oeste de São Paulo, que nos últimos dias têm sofrido com a proliferação de pernilongos na região, devem começar a sentir alívio em até dez dias. A previsão é da Prefeitura, que na manhã desta quinta-feira, 12, fez uma ação emergencial para eliminar focos do mosquito no Rio Pinheiros.

As regiões com maior número de reclamação por excesso de pernilongos são Lapa/Pinheiros e Butantã, na zona oeste, além de Capela do Socorro e Cidade Ademar, ao sul da capital. 

Segundo o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, que percorreu o Rio Pinheiros em um barco por 40 minutos, além da aplicação de larvicida nesta manhã, todos os córregos da cidade começarão a receber a substância ao longo do dia.

Pollara negou que as ações de combate tenham sido suspensas no rio. "O combate é feito rotineiramente. Mas ele depende de uma avaliação prévia do número de larvas", afirma o secretário. De acordo com ele, a quantidade de larvas do pernilongo no Rio é pequena. "Estamos achando que esse número pequeno de larvas entra pelos córregos, por onde está se proliferando."

Nesta manhã, foram jogados no rio cerca de 500 quilos de larvicida. O coordenador das ações de combate ao Aedes da Prefeitura, Alessandro Giangola, diz que a aplicação do fumacê, além da aplicação do larvicida, servirá para complementar o combate ao mosquito que já está na atmosfera. 

Giangola também negou que as ações de eliminação do mosquito tenham sido interrompidos. Segundo ele, o combate é feito ao longo de todo o ano e intensificado no verão, quando o inseto se prolifera com mais intensidade. "Mesmo fazendo o combate, com o calor ele se reproduz mais rapidamente. A chuva diminui a eficácia do larvicida no rio porque a água fica mais revolta", explica. "Mas a eliminação completa dos mosquitos não é possível em nenhum lugar." 

De acordo com a Prefeitura, para o controle de formas imaturas do cúlex (pernilongos) começou a ser aplicado um larvicida biológico granulado na margem superior leste do rio Pinheiros, no sentido Guarapiranga, partindo da Usina Elevatória de Traição. Já para o controle de insetos adultos haverá aplicação de inseticida na vegetação da margem superior oeste, no sentido Guarapiranga.

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