Prefeitura estuda reativar lixão

Administração municipal pediu à Cetesb a volta de aterro que em 2000 foi classificado como o pior do Estado pela agência

, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2011 | 00h00

Carapicuíba tem apenas 35 km² de extensão e a terceira maior densidade demográfica de São Paulo - são mais de 10 mil habitantes por quilômetro quadrado. A intensa urbanização frequentemente é usada como desculpa para as irregularidades. "A cidade é muito pequena, existe uma carência de áreas para isso (descarte de entulho). Nós temos esse complicador", diz a ex-secretária Olympia de Navasques. Uma das opções, ela afirma, é a reativação do antigo e polêmico lixão de Carapicuíba - classificado pela Cetesb em 2000 como o pior do Estado e desativado quatro anos depois.

O anti-cartão-postal da cidade tinha uma área de cerca de 90 mil m² e ficava na entrada do município, bem ao lado da lagoa. O lixo acumulado formava uma montanha que se via de longe e recebia pelo menos 270 toneladas de resíduos diariamente. A prefeitura afirma que já pediu à Cetesb um parecer sobre a viabilidade da volta do lixão. "Carapicuíba realmente passa por uma dificuldade na questão do entulho, porque a cidade cresceu rapidamente e o espaço é o mesmo", diz o secretário Walter Iseri, completando que a área do lixão precisa "ser recuperada".

A própria sede da empresa Marushin Construções e Comércio, na Estrada da Gabiroba, 1.100, já foi "diversas vezes autuada", segundo a Cetesb, porque tem licença para ser uma Área de Transferência e Transbordo (ATT) e "está sendo utilizada para deposição e acúmulo de limpeza de córrego", afirma a ouvidoria da agência em resposta a uma das inúmeras denúncias protocoladas por moradores na Agência Ambiental de Osasco, responsável pela área.

Inquérito. As irregularidades também já foram denunciadas ao Ministério Público Estadual. A Promotoria de Justiça do Meio Ambiente tem três inquéritos civis instaurados desde dezembro de 2010, todos para apurar deposição irregular de resíduos em diferentes pontos da cidade: um na Chácara do Quiriri, outro próximo à Aldeia de Carapicuíba e um terceiro ao lado de uma escola pública no bairro de Vila Cristina. Por meio de assessoria, a promotora Fernanda Queiroz Karan Franco, responsável pelos inquéritos, afirmou que aguarda o parecer da Cetesb para saber se os locais vistoriados já apresentam dano ambiental.

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