Prefeitura estuda convênio para ceder veículos aos bombeiros

Se passar da fase das intenções, um convênio entre a Prefeitura de São Paulo e o Corpo de Bombeiros pode fazer com que as motolâncias e até as ambulâncias do Samu sejam conduzidas pelo efetivo da corporação. De acordo com o capitão do Setor de Comunicação do Corpo de Bombeiros, Miguel Jodas, o assunto ainda está em fase de análise. "A intenção é melhorar o serviço de resgate. E um dos itens que se discute muito é a agilidade no primeiro atendimento, que chamamos de tempo resposta", explica.

, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2010 | 00h00

Frota. Hoje, os bombeiros da capital possuem 42 motos e cerca de 140 viaturas de resgate. Em média, um veículo chega ao local de uma ocorrência em 16 minutos. Uma moto faz o mesmo percurso em 5 minutos. "Até o fim da década de 1990, o tempo médio de atendimento feito com as viaturas era de 8 minutos. Esse aumento é reflexo do trânsito na cidade. Por isso, as motos ajudam bastante", diz Jodas.

Segundo a corporação, já existe um convênio entre o Samu e os bombeiros para manter ambulâncias do Samu em 34 postos da corporação. "Além disso, estamos sempre em contato com o pessoal do 192 (o telefone do Samu) para não mandar dois veículos para o mesmo endereço", diz.

Crítica. O presidente da Associação dos Motoristas Condutores de Ambulância no Estado de São Paulo (AMCAESP), Alex Douglas dos Santos, diz ser contra o convênio entre o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura. "Temos 750 motoristas de ambulâncias mal remunerados, mas muito bem capacitados. Em vez de fazer esse convênio, por que a Prefeitura não paga melhor os motoristas que já tem?", questiona Santos.

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