HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Prefeitura estuda cadastrar moradores da Avenida Paulista, diz secretário

Medida seria para garantir a circulação de carros de quem mora na via aos domingos, quando pista será interditada

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

18 de outubro de 2015 | 15h50

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo estuda cadastrar moradores da Avenida Paulista, na região central, para facilitar o monitoramento de entrada e saída de veículos aos domingos, quando a via ficará aberta das 9h às 17h para pedestres e ciclistas. O esquema seria semelhante ao que se faz durante o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos, na zona sul.

Segundo o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, a proposta está sendo avaliada e poderá servir para facilitar o acesso dos moradores e o trabalho dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). "Se houver necessidade, a gente cadastra. Não precisaria ficar checando toda hora se é morador ou não", disse Tatto no final da manhã deste domingo, 18.

Enquanto não houver cadastro, a Prefeitura sugere que os moradores tentem avisar previamente o horário de chegada e saída na Paulista. O contato pode ser feito através do número 1188. "Se o morador puder avisar antes, nos colocamos uma viatura da CET para campanhar", afirmou.

Outra alteração que está sendo estudada é se o cruzamento da Paulista com a Rua Augusta, ponto de passagem de ônibus, também deve permanecer fechado para carros. "Nos primeiros domingos vai ficar fechado, mas, se for necessário, podemos abrir para a travessia", disse. "Essa decisão está demorando porque o trecho é onde concentra mais pedestres,  ciclistas e artistas de rua."

Outras vias. Ainda segundo Tatto, as 32 Subprefeituras devem ter uma rua aberta até novembro. "A Secretaria das Subprefeituras está levantando, fazendo audiência pública por recomendação do Ministério Público", disse. "A CET está fazendo a parte técnica das alternativas de viário para os carros e para garantir a segurança."

A decisão de abrir uma rua em todas a subprefeituras atende a uma das recomendações do MPE. "A única recomendação que a gente não acatou foi o de deixar uma faixa para carro na Paulista. A segurança está em primeiro lugar. Quando a equipe técnica diz que não é seguro, a gente tem de acatar."

No terceiro dia de fechamento, o primeiro não considerado teste, o trânsito nos arredores na Paulista estava tranquilo. Na Alameda Santos, Rua São Carlos do Pinha, Cincinato Braga, paralelas à Paulista, fluxo fluía normalmente. Técnicos da CET operavam semáforos de forma manual para dar fluidez ao tráfego. 

Tudo o que sabemos sobre:
Avenida PaulistaJilmar Tatto

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.