Prefeitura estuda ampliar rodízio para o dia todo, diz secretário

Jilmar Tatto, no entanto, afirmou que há outras possibilidades em análise, incluindo a de aumentar o número de placas restritas

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2014 | 11h41

SÃO PAULO - O secretário municipal dos Transporte, Jilmar Tatto, afirmou nesta quinta-feira, 26, à Rádio Estadão que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estuda ampliar o rodízio para todo o dia, como tem ocorrido nas ocasiões em que há jogos da Copa do Mundo de futebol na cidade, quando a restrição vigora das 7h às 20h, e não só nos horários de pico. Além disso, a Prefeitura poderá aumentar para quatro o número de placas restritas a cada dia da proibição.

Ele afirmou que há várias alternativas sendo estudadas. "Uma, por exemplo, é aquela de estender o rodízio além do centro expandido, nas vias principais, o que já foi debatido na cidade. A outra é essa de estender o rodízio o dia todo. A outra é estender, não só duas placas por dia, no centro expandido, mas mais duas, quatro placas por dia."

Ouça a entrevista de Jilmar Tatto à Rádio Estadão

Tatto, no entanto, esclareceu que não há prazo para que alguma dessas medidas saia das pranchetas de estudos da CET. Ele disse, porém, que os dias de jogos da Copa do Mundo na cidade tem servido de "laboratório". "É evidente que isso serve para nós como estudos, como análises, e não neste momento nenhuma decisão de estender de forma definitiva o rodízio o dia todo."

O dirigente disse que "do ponto de vista conceitual", a ampliação do rodízio é "uma tendência, é natural". "Como você resolve essa equação de ter o mesmo viário e aumento todos os dias de carros na cidade? Temos feito várias intervenções no sentido de melhorar a mobilidade das pessoas na cidade de São Paulo, por isso essa quantidade de faixas exclusivas que nós fizemos, em torno de 350 km, os corredores de ônibus. Em todas as cidades do mundo, quando você fala em melhorar a mobilidade é restringir o uso do carro para privilegiar a calçada, em detrimento do pedestre, para privilegiar a ciclovia para o transporte não motorizado, que do ponto de vista ambiental é mais adequado, e privilegiar o transporte público investindo em trem e metrô e ônibus."

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