Gilberto Amendola/Estadão
Gilberto Amendola/Estadão

Prefeitura entrega 1ª etapa das obras de requalificação da Praça do Pôr do Sol

Em discurso na praça, localizada no alto de Pinheiros, na zona oeste, Bruno Covas fez críticas à política ambiental do governo federal

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2019 | 12h23

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), entregou neste domingo, 26, a 1ª etapa das obras de requalificação da Praça do Pôr do Sol, no Alto dos Pinheiros, na zona oeste da cidade. Em discurso, Covas fez críticas à política ambiental do governo federal

No local, foram realizadas obras de recuperação das escadas (parte delas), colocação de corrimãos e sinalizações de acessibilidade. Também foram criados dois playgrounds e um espaço para animais de estimação. Os recursos investidos até o momento foram de R$ 350 mil - conseguidos via emenda parlamentar. A segunda etapa deve contemplar uma nova drenagem, mais brinquedos para as crianças e novas reformas nas escadarias da praça. Também foram plantadas árvores frutíferas da Mata Atlântica.

Em discurso, o prefeito fez críticas à postura do governo federal em relação ao meio ambiente e à ciência. "Enquanto o Brasil discute se aquecimento global é uma questão para cientistas discutirem, a cidade reafirma seu compromisso com a redução da emissão de gases de efeito estufa, a ampliação da cobertura vegetal e a reciclagem. Reafirma o compromisso ético com a preservação do meio ambiente, que é o compromisso ético com as futuras gerações", disse. "Enquanto o governo federal discute se isso existe ou não, na cidade de São Paulo essa é uma preocupação verdadeira. Os governos não seguem essa orientação federal para essa questão tão preocupante que aflige a todos nós", completou Covas.

A recuperação da praça foi uma demanda da Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros (SAAP). A presidente da associação, Marcia Kalvon Woods, contou que o espaço estava sofrendo com o acúmulo de lixo e a presença de ambulantes irregulares: "Eram organizados 'rolezinhos' aqui na praça. Tudo isso virava um lamaçal. Além disso, ambulantes vendiam bebidas alcoólicas para menores – isso sem falar no consumo de drogas e o perigo de furtos e assaltos." Para Marcia, a questão não é a de regular o acesso às pessoas, mas trazer uma ocupação mais saudável e ordenada. "O mix de frequentadores é importante. É isso que faz a praça ser tão relevante", disse.

A esperança dos moradores é de que, com os novos equipamentos, a praça atraia mais famílias e proporcione uma ocupação mais diurna. O capitão da Polícia Militar Regivaldo Robson Vicente afirmou que na praça estão sendo realizadas operações constantes contra o uso de drogas: "Usamos motos e viaturas para fazer o policiamento da região. Também contamos com o monitoramento através de câmeras." A subprefeitura de Pinheiros vai intensificar a fiscalização dos ambulantes no local.

O vereador Caio Miranda (PSD), autor da emenda que destinou recursos para a recuperação da praça, espera conseguir mais recursos para a próxima etapa de obras com o apoio da iniciativa privada. “Agora, para a segunda etapa, é preciso buscar empresas para a adoção do espaço. Não é fácil porque essa é uma praça com tamanho de parque. Existe uma lei sancionada, que falta o prefeito regulamentar, que permite o comércio nas praças, por meio de quiosques e food trucks. Com essa regulamentação, acredito que ficaria mais viável manter a praça", disse. 

Procurado por e-mail, o Ministério do Meio Ambiente ainda não respondeu. 

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