Felipe Resk/Estadão
Felipe Resk/Estadão

Prefeitura enfrenta problemas para realizar dispersão no Largo da Batata

Limpeza começou em meio à presença dos foliões que ainda brincavam na região; palco não impediu que ruas adjacentes permanecesse ocupada até mais tarde

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

26 Fevereiro 2017 | 01h05
Atualizado 26 Fevereiro 2017 | 14h57

SÃO PAULO - Sem fazer a dispersão, as equipes de limpeza da Prefeitura de São Paulo iniciaram a lavagem da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, na zona oeste, no meio aos foliões que foram brincar o carnaval no Largo Batata. A região recebeu o desfile do Ma-Que-Bloco neste sábado, 25.

A limpeza começou às 23 horas, quando as ruas ainda estavam lotadas, embora boa parte do público do bloco já tivesse ido embora. À frente do carro da limpeza, iam viaturas da Polícia Militar. Na medida em que o caminhão passava, o tráfego para veículos também era liberado no local.

Meia hora antes, já havia encerrado o Baile da Tulipa Ruiz, que ocorreu no Largo da Batata. O palco, pensado para atrair o público de blocos da região e tentar evitar incômodos para moradores, não impediu que as ruas adjacentes fossem ocupadas pelos foliões até mais tarde. O horário de dispersão na Subprefeitura de Pinheiros deveria ser às 20 horas.

À tarde, milhares de pessoas seguiram o trio do Ma-Que-Bloco, que só parou de tocar às 20h15. Muito lixo ficou acumulado nas  ruas, boa parte dele formada por cacos de vidro de garrafas quebradas - item que, segundo a gestão Joao Doria  (PSDB), seria proibido nos blocos. 

Durante o desfile, a reportagem não viu policiais militares e presenciou ao menos quatro confusões que foram contidas pelos próprios foliões. Apenas uma base comunitária da PM e algumas motos da Rocam eram mantidas dentro de um cercadinho ao lado da Estação Faria Lima, do Metrô.

Em uma das brigas, por volta das 21 horas, um jovem recebeu uma garrafada no rosto e sofreu cortes na altura do olho. Ele foi socorrido por amigos. Segundo testemunhas, a confusão envolveu dois grupos formados por seis pessoas, cada um. Nenhum policial apareceu.

A Estação Faria Lima manteve apenas um acesso liberado e quem precisou pegar o metrô acabou enfrentando filas. A reportagem presenciou um princípio de tumulto em que dois jovens trocaram empurrões.

A ViaQuatro, concessionária responsável pela Linha4-Amarela, afirma que não houve bloqueio de um dos acessos na Estação Faria Lima, mas sim uma "estratégia de organização de fluxo para garantir a segurança dos passageiros no embarque e desembarque". "O mesmo vale para a Estação Fradique Coutinho", diz a assessoria.

Segundo a empresa, nos períodos em que o movimento de passageiros se intensificar nas estações, embarque e desembarque serão realizados por acessos diferentes. "Caso o movimento de passageiros chegue próximo ao limite da capacidade da estação, será adotado um segundo nível de controle de fluxo, que prevê a formação de bolsões na parte de fora das estações para a organização do acesso." 

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