Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Prefeitura de SP dobra efetivo da GCM na Cracolândia e diz não admitir barraca de venda de crack

O prefeito Ricardo Nunes declarou que espera nos próximos meses ter uma “situação diferente” no local; 'Uma coisa importante é separar a Cracolândia e o traficante. O traficante é inimigo da Prefeitura', disse

Marianna Gualter, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2021 | 15h00

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta quarta-feira, 28, que dobrou o efetivo da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na região da Cracolândia, no centro. Nunes disse que barracas de venda de crack não serão admitidas e destacou a operação da Polícia Civil na região. 

“Chamei minha equipe, mostrei para as pessoas (as filmagens da polícia) e colocamos aqui uma determinação: não vai ter na cidade de São Paulo barraca de crack. Houve mais de 10 prisões nos últimos dias”, destacou Nunes em entrevista à Rádio Eldorado. “Barraca de venda de crack, isso não tem mais e não vai ter. A cidade de São Paulo não vai admitir e não vai ter. Você pode ir lá hoje, pode ir amanhã”, completou. 

O prefeito disse que a gestão tem feito um ação de acompanhamento “muito forte” na área da Cracolândia. “Eu dobrei o número do efetivo da Guarda Civil metropolitana na cracolândia. Era 80, hoje nós temos 160. Dobramos o número de viaturas. Hoje temos 32 viaturas constantes lá e colocamos mais 12 motos fazendo o trabalho ali no foco do traficante.”

Nunes declarou que espera nos próximos meses ter uma “situação diferente” no local. “Uma coisa importante é separar a Cracolândia e o traficante. O traficante é inimigo da Prefeitura”, disse. “Já houve uma melhora. No começo do ano, mais de 860 pessoas viviam ali. Já na nossa última contagem, ontem, eram 420. O número quase caiu pela metade”, afirmou.

No que diz respeito aos usuários, o prefeito declarou que o objetivo da gestão municipal é encaminhá-los ao Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica (SIAT). Segundo Nunes, além dos programas atuais de redução de danos, a Prefeitura pretende iniciar em breve iniciativas de comunidades terapêuticas. “O usuário é vítima, nós temos que acolher.  Tudo aquilo que eu puder fazer para tirar as pessoas dessa situação, eu irei fazer. Estamos muito focados nisso, vamos ampliar nosso atendimento, estamos mais próximos das pessoas com nossa secretaria de direitos humanos”, disse.

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