Prefeitura diz que vai contestar ação da promotoria

Administração diz que projeto serve para proteger população do tráfego intenso

Fabiane Leite, do Estadão,

17 de julho de 2007 | 13h58

A Prefeitura de São Paulo divulgou nota em defesa do projeto Comunidade Protegida e informou que irá contestar a ação movida pela promotoria sobre o Jardim Lusitânia assim que for notificada.   Veja também: Promotor pede desbloqueio de área nobre em SP   "A administração considera legítimo e importante o projeto Comunidade Protegida, da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que envolve não apenas a área objeto da referida ação civil pública, mas outras 33 áreas residenciais da cidade, de diferentes perfis econômicos. Seja no Ibirapuera ou em Itaquera (periferia da zona leste), o projeto vem sendo desenvolvido em bolsões residenciais, com o objetivo único de proteger seus moradores do tráfego intenso de veículos desviados de outras rotas, desestimulando altas velocidades, sem o fechamento de ruas", diz o texto da Prefeitura.   O advogado e ex-deputado estadual do PSDB José Carlos Stangarlini afirmou que as medidas para o isolamento do Jardim Lusitânia eram necessárias para evitar acidentes de trânsito no bairro residencial. "Muitos carros entravam na contramão", disse Stangarlini, que mora no local até hoje.   De acordo com o ex-deputado, todas as medidas, como colocação de nova sinalização e bloqueio de vias, foram autorizados após avaliação técnica. "Se não é legal, quem tem de responder é a CET. Eu não fui lá colocando placas. Aqui a maior parte dos moradores é formada por juízes, desembargadores. Todo o bairro está unido."   Pedido endossado   O ex-deputado não foi alvo direto da ação, mas, de acordo com a promotoria, a proteção ao bairro na zona sul foi concedida pela Prefeitura também em seu favorecimento. Stangarlini afirma apenas ter endossado o pedido de outros moradores da região.   O presidente da Sociedade de Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia, Sérgio Saad, também alvo da ação do Ministério Público, não foi localizado pela reportagem. Segundo uma pessoa que estava em sua casa, Saad estava viajando e só retornaria nesta terça-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.