Prefeitura diz que obedeceu Lei de Responsabilidade Fiscal

Assessoria de Haddad diz que 'estranha o fato de a atual gestão alegar falta de dinheiro em caixa para executar obras enquanto congela a tarifa de ônibus e aumenta os gastos com ações de marketing'

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2017 | 03h00

SÃO PAULO - A assessoria do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) afirma que suspendeu os contratos de obras no fim da gestão, em 2016, para cumprir exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal na transição de mandato e que deixou cerca de R$ 5,5 bilhões em caixa para que a gestão João Doria (PSDB) pudesse retomar os projetos.

“Deixamos R$ 5,5 bilhões no caixa da Prefeitura e uma conta de R$ 2,3 bilhões para pagar. Ou seja, um superávit de R$ 3,2 bilhões. A suspensão das medições é uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal, feita por outros governos, como o estadual e o federal. A questão é que a atual gestão demonstra ter outras prioridades, é um direito dela. Foi eleita sem prometer obras para a cidade”, argumenta a antiga gestão.

A assessoria de Haddad conclui dizendo que “estranha o fato de a atual gestão alegar falta de dinheiro em caixa para executar obras enquanto congela a tarifa de ônibus e aumenta os gastos com ações de marketing”. Segundo o petista, Doria “optou não tocar as obras”. 

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