Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Prefeitura diz que não fará novas concessões de parques sem plano diretor

Gestão Covas firmou acordo com o vereador Gilberto Natalini, que havia ajuizado ação contra edital do Parque Chácara do Jockey

Tulio Kruse, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2019 | 22h08

A Prefeitura de São Paulo se comprometeu a não lançar nenhum edital para concessão de parques na cidade sem a apresentação prévia de planos diretores, que definem as regras de uso para cada local. A promessa foi resultado de uma audiência de conciliação com o vereador Gilberto Natalini (PV), que havia entrado com uma ação popular contra a concessão do Parque Chácara do Jockey, na zona oeste de São Paulo.

O acordo, que contou também com a assinatura do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), ocorre duas semanas após a Prefeitura já ter se comprometido com a elaboração de um plano para o Parque do Ibirapuera antes de entregá-lo à iniciativa privada. No caso da Chácara do Jockey, a Prefeitura concordou com os mesmo termos do acordo anterior, e além disso, aceitou a elaboração de planos como pré-requisito para a abertura de qualquer edital de concessão de parques.

O prazo para a entrega dos planos diretores pela Prefeitura é de seis meses. Nos dois casos, o contrato com o vencedor da concessão só será assinado após a apresentação de cada plano.  O acordo também prevê que alterações sejam feitas no contrato a partir do plano diretor e, caso a empresa não aceite os novos termos, o segundo colocado seja convocado.

As duas audiências ocorreram após Natalini ter entrado na Justiça com ações que pediam suspensão e anulação das concessões de seis parques. O vereador alega que os contratos que a Prefeitura propôs não garantiam o cumprimento de lei ambientais da cidade. 

A abertura dos envelopes para a concessão do Parque Chácara do Jockey está mantida para para a próxima terça-feira, 26. 

"A concessão não poderá prejudicar nenhum serviço ambiental prestado pelo Parque", diz o vereador Natalini. "(O plano diretor) será feito com toda a transparência, com audiências públicas. E no final, eu e o promotor, se concordarmos com o plano, assinaremos o acordo. Se não, a licitação perde o efeito."

Contatada, a Prefeitura enviou à reportagem o termo de audiência, mas não se pronunciou sobre o acordo.

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