Prefeitura diz que há risco de novos desmoronamentos

Chuva ameaça agravar situação no Jardim Maringá, que pode ter projeto de contenção de encostas

Rodrigo Burgarelli e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2010 | 00h00

O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, afirmou ontem que há risco de novos deslizamentos na área do Jardim Maringá onde 45 casas foram interditadas, principalmente se chover. Segundo ele, está em estudo um projeto de contenção de encostas para a área e alguns moradores poderão voltar após as obras.

Camargo adiantou que a previsão é que os cem imóveis construídos na área sejam desocupados para evitar novos acidentes. Ele disse ainda que as casas atingidas devem ser demolidas pela Prefeitura. "Precisamos fazer uma avaliação mais cuidadosa."

Ontem à noite, em reunião com representantes dos desabrigados, Camargo ofereceu uma creche na vizinhança como local para recebê-los temporariamente. Eles foram cadastrados e receberam colchões. Balanço da administração, no entanto, apontava que apenas uma família havia pedido abrigo. As outras seguiram para a casa de parentes e amigos. Na reunião, a Prefeitura prometeu pagar auxílio aluguel para as famílias que não tenham para onde ir. Cerca de 80 pessoas foram afetadas pelo acidente.

Já parte dos móveis e eletrodomésticos salvos antes do desabamento foi levada para um galpão da Igreja Nossa Senhora Aparecida, no mesmo bairro. "Na minha casa, morávamos eu, minha mulher, três filhos e minha mãe. Não consegui tirar nada de lá, mas estamos todos bem", disse o vendedor Anderson Carlos dos Santos, de 34 anos - um dos poucos moradores que não tiraram os bens de casa.

Madrugada. Para evitar que os moradores voltem para as residências interditadas, homens da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana passariam a noite no local. Ontem, mesmo após o desabamento, alguns deles conseguiram furar o bloqueio realizado pela Defesa Civil e entrar nas casas.

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