Prefeitura diz que empréstimos não são prejudiciais

A Prefeitura de São Paulo afirma que só libera funcionários quando não há prejuízo para os serviços públicos. De acordo com a administração, os funcionários da Secretaria da Saúde cedidos perdem direito à Gratificação da Saúde e ao Prêmio de Produtividade de Desempenho. Isso representa uma diminuição nos salários de R$ 2,5 mil para os médicos e de R$ 1,4 mil para os demais.

O Estado de S.Paulo

03 Março 2013 | 02h01

"A prorrogação de afastamento e/ou cessão de servidores municipais não ocorre de forma automática, cabendo à Secretaria de Relações Governamentais a análise criteriosa para que determinado servidor seja removido temporariamente dos quadros da administração municipal, para prestar serviço em outro órgão, empresa pública ou ente federativo", afirma a Prefeitura, em nota.

O empréstimo de funcionários, porém, só cresce. No ano passado, foram 855. Em 2011, haviam sido 757 - aumento de 12,9%.

Dos empréstimos, a maioria é de movimentação interna - 422. Quem absorve mais mão de obra da Prefeitura é a Câmara Municipal, com 170 funcionários. Em seguida está o Tribunal de Contas do Município, com 73 servidores, 15 deles da área da saúde.

Depois da saúde, as áreas que mais perdem funcionários são a Secretaria das Subprefeituras, com 88 empréstimos, e a Secretaria da Educação, com 76.

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