Prefeitura diz apoiar proposta de preservação

O secretário do Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipolito do Rego, disse que a proposta de criação da Unidade de Conservação Ambiental da Praia da Baleia será inserida nas discussões do Plano Diretor, que vai vigorar até 2031, com revisão em 2018. "A ideia é excelente e será encaminhada ao Conselho Municipal do Meio Ambiente para discutirmos de que forma ela poderá ser implementada."

SÃO SEBASTIÃO, O Estado de S.Paulo

15 Abril 2012 | 03h02

São Sebastião tem mais de 70% do território formado por Mata Atlântica nativa. Ilhabela tem 85%. A cidade discute como crescer de forma ordenada e sustentável sem a necessidade de permitir a verticalização. Audiências públicas são realizadas para que a população opine.

As audiências, porém, registram baixa participação. Na quinta-feira, estudantes e ambientalistas criticaram no Teatro Municipal a ausência do prefeito Ernane Primazzi (PSC), de secretários municipais, que poderiam esclarecer dúvidas, e principalmente dos vereadores, que serão os responsáveis pela aprovação.

Expansão reduzida. Restam no município 10.320 hectares de área bruta disponível para expansão - 2.829 hectares já estão ocupados, de acordo com estudos do Plano Diretor. Levando em consideração as restrições ambientais, restam apenas 874,5 hectares para expansão urbana. A falta de espaços para o crescimento horizontal inflaciona o mercado imobiliário. A verticalização é proibida em São Sebastião, apesar de a região sul já ter empreendimentos acima dos três pavimentos permitidos.

A cidade vem registrando crescimento populacional de cerca de 1,5% ao ano, resultado da chegada de imigrantes. A taxa de crescimento do Estado de São Paulo é de 0,48% ao ano. A cidade deve ter 103, 7 mil habitantes em 2031.

São Sebastião está atenta aos projetos da região: a ampliação do porto (que aumentará a capacidade de um para 12 navios); a duplicação do terminal marítimo da Transpetro (que receberá simultaneamente oito navios); a ampliação da base de gás da Petrobrás em Caraguatatuba, que processa o pré-sal; e as obras da Rodovia dos Tamoios, que terá uma alça para caminhões.

Estudos apontam que esses empreendimentos, além de atrair imigrantes, podem causar desequilíbrio ecológico. A cidade tinha 72.219 moradores em 2010 e hoje se estima a população em 80 mil pessoas. / R.P.

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