Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Prefeitura deve entregar 441 apartamentos para moradores de rua em 2019

Maior parte do recurso é do Ministério das Cidades para a reforma de 9 prédios antigos e a construção de um imóvel em áreas municipais

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2017 | 06h00

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo prepara um projeto para destinar nove imóveis e um terreno de locação social para pessoas em situação de rua na Mooca, na zona leste, e majoritariamente na região central da cidade. De acordo com o secretário municipal de Habitação, Fernando Chucre, o projeto tem uma verba de R$ 48 milhões garantida pelo Ministério das Cidades, além de investimento municipal de R$ 5,9 milhões.

+++ Novo abrigo para moradores de rua de SP tem canil e funciona 24 horas

Dos endereços, oito ficam no centro. Segundo Chucre, os apartamentos serão destinados a ex-moradores de rua atendidos em aparelhos da Prefeitura, direcionando a quem vive em Centros Temporários de Acolhida (CTAs) e participa do programa do Trabalho Novo. A previsão é que após a conclusão do projeto, realização da licitação e encerramento das obras, as chaves devem começar a serem entregues em 2019. 

+++ Doria promete entregar 44 centros de acolhimento para moradores de rua até 2020

"Une emprego, renda  e trabalho habitacional, que é uma forma de ele não reincidir, não voltar para a rua", disse ao Estado após o 1º Fórum da Moradia para a Longevidade, no qual apresentou parte do projeto.

+++ 'Ajuda da comunidade é importante em dias de frio', diz morador de rua

Criados a partir de 2002, os projetos de locação social de São Paulo são todos públicos, no qual os moradores pagam uma pequena taxa ao município, mas não têm a propriedade do imóvel. Para os imóveis, está em estudo a implantação de modelos de gestão privada ou de autogestão por uma entidade.

 

Outros projetos

A Prefeitura também pretende lançar um pacote de "locação social em parque privado", em que um chamamento convocará propostas de proprietários de imóveis prontos e recém-lançados para uma parceria de período determinado, que deve ser em torno de cinco e 20 anos.

Segundo Chucre, a ideia pode ser uma alternativa para os imóveis ocupados na capital, que tem um déficit habitacional de 474 mil unidades.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.